07 de julho de 2026
Geral

A Lua Azul

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

Olá, querida Lua Azul, que amanhã estarás iluminando em cores diferentes a nossa imensa escuridão! Sabias que somos companheiros de signo, tu que és de junho e nós outros também e, por isso, andamos de mãos dadas pelas estradas da vida? Não o sabíamos até agora. Foi preciso que anunciasses teu aparecimento na constelação astral, na mesma cor azul dos céus, e a mídia, sempre bisbilhoteira, se encarregasse de divulgá-lo em minúcias, quebrando o amplo mistério de tua descendência, para que tomássemos conhecimento de nossa intimidade, de nosso parentesco, e, também, da forma velada com que tu te escondes. Percebemos, então, que estamos bem acompanhados pelo mundo afora. E não apenas nós como, igualmente, todos quantos são também geminianos, vinculados àquele junho todo enfeitado de balões multicolores e de seus belos fogos de artifício. Naturalmente, sabes também que temos um acompanhante ilustre, o simpático Papa João Paulo II, que é geminiano emérito, mas, inegavelmente, não carece de tua luz porque já a tem de sobra. Tudo é bom, mais que bom, pois se desejaste nascer sob esse signo é porque entendeste que assim terias condições de passar, bondosamente, teus primorosos dons de sensibilidade, beleza, amor e afeição a todos quantos disso necessitem em suas existências, como o articulista que, para transmitir seus pensamentos aos leitores, precisa carregar na cabeça, diariamente, uma parcela de tua insuflação divina.

Dizem os astrônomos que és magia e mistério no céu. Mas achamos que precisarias sê-lo também nesta terra do Cruzeiro do Sul, onde o céu azul é mais azul e as estrelas mostram o Norte e o Sul, pois está faltando tua luminosidade aqui, principalmente, nas alturas governamentais, a fim de que tenha o País os caminhos claros e objetivos exigidos por suas necessidades de nação profundamente carente. És a primeira Lua Azul deste primoroso século e não podes permitir que o nossos homens se deixem levar, por eventual falta de clarão, para se omitirem quanto à elaboração de progressos administrativos, relegando o influxo de teu ciclo de renovação psicológica, donde se conclui que nem apenas os poetas, unicamente, necessitam do alento inspirador que tu podes e deves lançar sobre os pensamentos dos que não podem ou não sabem governar. Não queiras tu castigar a ousadia deste registro com as centelhas de teu revide, sendo hoje Dia Nacional de Ação de Graças, quando de tudo se pode ser perdoado. É o nosso recado. E a nossa opinião.

(*) O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.