O presidente da Companhia de Habitação Popular de Bauru (Cohab), Constante Mogione, decidiu extingüir a diretoria técnica da empresa para criar, em breve, uma coordenadoria que comandará o setor. Outras três diretorias (Administrativa, Financeira e Habitacional) foram mantidas no organograma da empresa.
A decisão do presidente da Cohab será referendada na próxima reunião do Conselho Administrativo, ainda sem data para ser realizada. Na prática, a economia proporcionada pela extinção do setor será a de um salário de diretor da companhia - cerca de R$ 4 mil -, já que a decisão não atingirá outros funcionários da área.
Segundo Mogione, a desativação da diretoria técnica faz parte do plano de enxugamento da Cohab, que começou logo após a posse do prefeito Nilson Costa (PPS), em agosto de 1998.
Na época, a empresa abrigava 354 funcionários e 46 cargos de confiança. O primeiro presidente da companhia na era Nilson, Daltayr Valim, foi quem iniciou o processo de demissões e redução do número de cargos comissionados.
O plano teve seqüência na gestão do engenheiro Arialdo Mercadante e foi reforçado com a posse de Mogione. Hoje, a Cohab emprega 112 funcionários e mantém um quadro de 24 cargos de confiança. A redução foi viabilizada devido à modernização na área de informática, remanejamentos e plano de demissão voluntária.