Conselhos de Escola e Associações de Pais e Mestres são ferramentas muito importantes para a discussão de problemas e a tomada de decisões sobre o destino das escolas.
Profissionais ouvidos pela reportagem foram unânimes em afirmar que a participação efetiva da comunidade nas decisões são essenciais para a conquista e manutenção da qualidade do ensino. Para o diretor regional da Apeoesp, Duílio Duka de Souza, os Conselhos de Escola, por exemplo, são os verdadeiros amigos do aluno. Criados por uma lei de 1985, os conselhos são compostos por alunos, pais, professores, funcionários e pela direção da instituição.
Cabe a este grupo discutir e decidir os rumos que se quer para aquela unidade de ensino. Quando funciona como a gente quer, é uma maravilha. O problema é que, muitas vezes, ele é composto de qualquer jeito, sem compromisso. Outras vezes, ele funciona bem, mas as decisões são barradas pelas autoridades. A comunidade precisa garantir que suas decisões e vontades sejam respeitadas, afirma.
A doutora em Educação da Unesp, Maria da Glória Minguili completa, reafirmando: Existe verba disponível para o setor. O que falta é vontade política por parte dos governantes, falta vontade política e pedagógica dos professores, falta vontade política da comunidade e dos pais. Sem a comunidade organizada, que defenda e lute, fica difícil quebrar as barreiras sociais, destaca.
Ela sugere que todos estes setores estejam unidos tanto na hora de reivindicar melhores salários aos funcionários, como na hora de exigir a contratação de um bibliotecário para o apoio na unidade.
Falta pressão cidadã. É preciso uma participação mais efetiva da comunidade nos destinos da escola. E não estou falando só de formar um mutirão para pintar o prédio. Estou falando de unir interesses para discutir as dificuldades, decidir o que fazer e, aí sim, mobilizar esforços para agir, conclui Minguili.