Apesar da manutenção da economia, a CPFL já prevê aumento de consumo a partir da chegada das novas metas.
A economia de energia elétrica na área de concessão da Companhia Paulista de Força e Luz, que possui 2,8 milhões de consumidores em 234 municípios do Interior paulista, ficou em 25,5%. Foi o segundo melhor índice desde o início do racionamento, em junho. Porém, a expectativa é de que essa economia comece a cair em função da chegada do verão e diminuição nas metas de redução de consumo.
Wilson Maldonado Júnior, gerente de serviços de campo da regional da CPFL, lembra que a economia de novembro foi 0,01% maior do que outubro, apesar do calor já ter chegado com maior intensidade. A expectativa era de que pudesse ocorrer uma redução no índice de economia, inclusive ficando abaixo da meta de 20% estabelecida pelo ministério do apagão.
Maldonado Jr. afirma que consumidores que adotaram ações para economizar energia perderam parte do conforto em suas residências e estão mantendo, até agora, as medidas. Porém, com a entrada do calor, as pessoas devem intensificar ou voltar a usar os ventiladores, ar-condicionado e, mesmo, religar geladeiras e freezers, o que deve aumentar o consumo e fazer com que o patamar de economia tenha uma redução significativa.
O gerente afirma que ainda não é possível saber exatamente em quanto deverá cair a economia, mas chega a projetar que o índice possa baixar para algo em torno de 10%.
Vale lembrar que as novas metas de consumo chegam neste mês, juntamente com as contas de energia elétrica. Nas cidades turísticas, como Bauru, o percentual é de 7%, enquanto que nas outras será de 12%. Desde ontem, as pessoas acessarem o site da Paulista (www.cpfl.com.br) poderão fazer o cálculo da nova meta, bastando para isso contar com o número da unidade consumidora, que consta na conta mensal.
Para Maldonado Jr., as pessoas vão começar a adotar ações, como religar geladeiras, a partir do momento em que tiverem conhecimento da nova meta. A orientação do gerente da CPFL é para que as pessoas continuem a consumir dentro de sua meta, ou seja, possam retomar seus hábitos de conforto, mas dentro dos parâmetros estabelecidos.
Para se ter uma idéia do tamanho da economia obtida pelo consumidores da área da CPFL durante novembro, os cerca de 540 GWh de energia seriam suficientes para abastecer uma cidade do porte de Campinas por 82 dias.