A alteração no valor venal dos imóveis, usado como base para o cálculo do IPTU, tem a intenção de atualização, conforme argumenta a Prefeitura. Contudo, a redução no valor venal, verificada em vários bairros, não assegura ao contribuinte o pagamento de imposto real menor que o verificado em 2001. Ao contrário, na grande maioria dos casos o IPTU final será bem maior do que foi lançado neste ano aos contribuintes.
Isso está acontecendo porque, embora a Prefeitura tenha realmente proposto a revisão na planta genérica de valores, incluiu no projeto a elevação do metro quadrado para a tabela de edificações. No final das contas, a maioria dos contribuintes terá que desembolsar mais recursos que este ano para quitar o IPTU de 2002. Então, o contribuinte não deve ter a falsa impressão de que a mudança aplicada ao valor venal de seu imóvel se converta em imposto real menor. No final, a Prefeitura quer e vai arrecadar mais com a aplicação da justiça tributária alegada.
O argumento da Administração Municipal é de que a tabela de edificações também está defasada. Por outro lado, este item não fazia parte da discussão inicial do projeto, mas foi embutido depois. O impacto da revisão não esperada para o valor final do IPTU só não foi maior porque os vereadores aprovaram uma emenda reduzindo o que foi apresentado pela Prefeitura em 60%. Outro ponto que segura a majoração do IPTU é a aplicação de redução de 20% sobre o valor venal, que foi ilegalmente lançado sobre 100% do preço de mercado encontrado.