07 de julho de 2026
Geral

O poder, não nostálgico, da mídia...

José Almodova
| Tempo de leitura: 3 min

Feliz ou infelizmente, na maioria dos países do primeiro mundo, até na maior parte dos ainda emergentes (tal como no Brasil), reside um suporte comportamental, ditado e distribuído sob a magia envolvente da mídia. Isto é, uma incumbência capaz de relembrar-nos os acontecimentos vividos em tempos passados, sobre coisas ou notícias, em geral pertinentes ao grupo das más notícias. Fatos ocorridos (que mesmo não lidos por alguns de nós), mas informados por terceiros, alimentam-nos quanto aos males acontecidos, seguidos das respectivas conseqüências, que de certa forma complementam nossos conhecimentos, ainda que num curto espaço de encontro pessoal sem que haja qualquer tipo de vínculo amistoso.

Vale dizer que a grande maioria dos cidadãos (bem o mal informados), venha a cair no ostracismo, a exemplo do que vimos mantendo em nosso País, com a presença do general paraguaio Lino César Oviedo. Tendo em vista que após uma temporada de quatro meses na casa de um primo, no elegante bairro do Lago Sul, teve que retornar à prisão, no 3.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Cuja mudança ocorreu por força da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) revogando a prisão domiciliar do militar (que através da própria mídia recordamos passado e presente), foi acusado de haver se envolvido no assassinato do ex-vice-presidente do Paraguai Luis Argaña. Contudo - após um ano - quando solicitada a extradição de Oviedo pela Justiça do Paraguai teve o procedimento abortado pelo governo brasileiro, reconhecendo a condição de refugiado ao militar, dado que segundo sua defesa, o cidadão viria sofrendo perseguição política em seu país, razão suficiente para impedir a extradição requerida. Entretanto, o que nos atrai no presente assunto não reside somente no problema do militar Oviedo, mas quanto aos custos econômicos do país. Que - diretos e indiretos - tenham ocorrido ou possam ocorrer, motivados por ações que envolvam a Justiça brasileira, cada vez mais reclamada com assuntos outros de vizinhos (como é neste caso de defunto), que não nos compete.

Sem relembrar na mídia o ex-títere paraguaio, general Alfredo Stroessner, deposto em 1989 e passando a viver livremente no Brasil, na mais bela e luxuosa praia do Paraná, com não menos luxuosa moradia, sob forte segurança, na própria defesa de seus bens econômicos. Também, não podemos esquecer - embora não nos lembremos dos nomes dos componentes da gang - mas apenas e tristemente dos fatos aqui ocorridos, por ocasião da presença dos seqüestradores do respeitado empresário Abílio Diniz. Os estrangeiros, o casal canadense, além de outros maus elementos de países nossos vizinhos da América do Sul, complementando a quadrilha, com maus brasileiros, cujo cativeiro foi estourado pela Polícia Militar. Quanto à quadrilha entretanto (segundo parece), apenas os brasileiros teriam permanecido trancafiados no presídio brasileiro. Assim, quanto ao posicionamento da nossa Justiça - por circunstâncias político/econômicas inerente ao governo brasileiro - concluiu por interesses maiores para evitar a retaliação canadense. Destarte (após um auê e algumas ferpas oriundas do governo do Canadá), houve-se por bem no Brasil, restituir o casal canadense ao seu país de origem, embora sob a deslavada desculpa de que ambos deveriam cumprir na pátria o restante da pena a que estavam sentenciados e sujeitos no Brasil.

Eis porque, algumas das boas notícias trazidas a público pela importante mídia brasileira (que de modo geral nada deixa a dever às mais importantes mídias internacionais), igualmente mantêm - assim como nós - o poder, não nostálgico, da mídia. Eis que diariamente não nos faltam novas lembranças de casos desafetos. Alguns deles sob a presença interminável na mídia, tal como ocorreu no caso mais recente, o seqüestro da filha do empresário Sílvio Santos. Sem falar da guerra contra o terrorismo?!... - Fico por aqui...