De acordo com o assessor de gabinete da Prefeitura Municipal de Bauru, Braz Meleiro, cerca de 56% das 206 contas de luz das secretarias internas do município estão com metas de consumo de energia elétrica incorretas e isso estaria prejudicando a situação do Palácio das Cerejeiras diante do plano de racionamento energético. No último dia 28, a Prefeitura enviou uma correspondência à Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) solicitando que as metas se adequem às determinações da Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE).
O principal questionamento feito à CPFL, segundo Meleiro, é que a maioria das metas enviadas à Prefeitura são de economia de 35%, que é a porcentagem generalizada para órgãos públicos. A questão é que a GCE definiu algumas metas diferenciadas. Para órgãos de saúde, no qual se encaixa a Secretaria da Saúde, a meta é 10%. Para os de educação é 20%. Só que a maioria das contas das secretarias internas da Prefeitura veio com meta de 35% de economia, sem essa discriminação. Além disso, as creches não estão sendo consideradas como unidades de ensino e também estão com meta acima do correto, conforme determinou a GCE, registra.
De acordo com Meleiro, essas solicitações já teriam sido feitas anteriormente, mas a revisão dessas metas ainda não foi realizada. Segundo ele, isso está prejudicando muito a situação da Prefeitura, que não consegue fazer com que as secretarias que estão com metas apontadas como incorretas cumpram com a economia determinada.
Meleiro cita, também, o caso do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Segundo o assessor de gabinete, no mês passado a conta de energia da autarquia veio com sobretaxa e, também nesse órgão, a meta de consumo estaria errada. No caso do DAE, somente as unidades administrativas entram nas regras do racionamento, com meta de 35% de economia do consumo. Só que a CPFL não aplicou esse percentual e no mês passado a conta do DAE veio com sobretaxa. Estamos aguardando a resposta da CPFL antes de pagar essa conta, observa.
De acordo com Meleiro, na correspondência enviada à CPFL a Prefeitura também questiona o não cumprimento, por parte da companhia, de um acordo feito com o Poder Público Municipal, Polícia Militar e com associações de moradores. O acordo era de que as lâmpadas instaladas em locais que precisam de iluminação constante, como próximo a orelhões e em frente a escolas, creches, hospitais, semáforos, pontos de ônibus e lombadas, não fossem apagadas devido ao racionamento. Mas, isso não está sendo cumprido e as lâmpadas continuam se alternando entre acesas e apagadas, diz Meleiro.
A assessoria de imprensa da CPFL foi acionada, ontem, para falar sobre as solicitações da Prefeitura de Bauru, mas informou que só terá as informações sobre esse caso hoje.