Esse será o quarto encontro entre funcionários da empresa e representantes das comunidades local e regional.
Bariri - A AES Termo Bariri receberá hoje, a partir das 20 horas, na Câmara Municipal, a imprensa local e da região para apresentar e explicar o projeto da Usina Termelétrica, prevista para ser construída na cidade, mas ainda sem data definida para início das obras. No encontro de hoje, entre os representantes da construtora e a imprensa, devem ser abordados os aspectos técnicos do empreendimento.
O engenheiro Marcos Antônio Carvalho, gerente do projeto, e o consultor Alex Astrey, responsável pelos estudos ambientais para a instalação da usina, devem dar explicações sobre o funcionamento da termelétrica, os supostos benefícios que ela trará para cidade e como o projeto está sendo desenvolvido. De acordo com assessoria de imprensa da AES, a empresa está empenhada em construir a usina de forma a provocar o menor impacto ambiental possível.
O encontro de hoje faz parte de uma agenda direcionada a dar explicações a toda a comunidade que deve ser atingida pela construção da usina. Na semana passada, 120 professores e funcionários das redes estadual, municipal e privada de Bariri assistiram às apresentações da construtora. Anteontem foi a vez dos acadêmicos e comerciantes de Boracéia serem informados sobre a usina, que deve gerar cerca de 750 megawatts de energia. A quantidade é suficiente para atender ao consumo de mais de dois milhões de residências. A região Oeste-Paulista e a área Metropolitana de São Paulo, um dos maiores pólos industriais brasileiros, devem ser as maiores beneficiárias com o crescimento na oferta de energia.
Emprego e imposto
Além de ajudar a amenizar os problemas com o racionamento de energia, a construção da termelétrica deve gerar até 750 empregos diretos, durante o pico da construção. Há também a questão financeira do projeto. Quando entrar em funcionamento, a usina deve contribuir para o aumento da arrecadação municipal de impostos (ICMS e ISS).
De acordo com a assessoria de imprensa da AES, o investimento total do projeto será de US$ 450 milhões, aproximadamente. A área escolhida para abrigar a termelétrica tem 52 hectares. Entre outras vantagens em construir a usina em Bariri, a AES cita a proximidade com o Gasoduto Brasil-Bolívia. Essa aproximação facilitaria a operação da usina, que precisaria apenas da construção de ramais para transportar até à usina os três milhões de metros cúbicos de gás/dia que serão necessários para a geração da energia total prevista no projeto. O gás natural é um combustível que vem sendo largamente utilizado na Europa e nos Estados Unidos, para geração de energia. Outro fator considerado importante para a escolha da cidade é a proximidade com o rio Tietê.
Chuva ácida
Apesar das garantias de proteção ao meio ambiente, organizações de ambientalistas não estão totalmente convencidos. Tanto o Instituto Ambiental Vidágua quanto o Fórum Pró-Batalha, ambos com sede em Bauru, estão cobrando das empresas medidas compensatórias ao meio ambiente.
Em recente reunião, em Pederneiras, o Vidágua manifestou preocupação com a falta de proposta da Duke Energy para o combate à liberação de óxido de nitrogênio e enxofre, que poderia causar chuva ácida na região.
A Duke Energy é outra empresa que planeja construir uma termelétrica na região. A exemplo da AES, a empresa aguarda a licença ambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente para iniciar as obras.