08 de julho de 2026
Geral

OS FILHOS DE SEM E O ARMAGEDOM

Aurélio da Silva Braga
| Tempo de leitura: 4 min

Diz a Bíblia que antes do Dilúvio, o mundo apresentava-se com extrema violência, prostituição e uma geral corrupção do gênero humano. E vendo Deus (o Criador) que a maldade do ser humano multiplicara sobre a Terra, arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a Terra; Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor e assim sendo, Deus ordenou a Noé que construísse uma Arca para que esta salvasse a Noé, sua mulher, seus filhos, as mulheres de seus filhos e toda espécie animal. Passado o Dilúvio, o Mundo (Terra) passa a ter uma nova configuração. Noé teve três filhos: Sem, Cão (pai de Canaã) e Jafé. Da geração de Sem, Tera gerou os seguintes filhos: Abrahão, Naor e Arã. Abrahão teve dois filhos, com mulheres diferentes. Com sua mulher Sara nasceu Isaac e, com outra mulher de nome Hagar (egípcia) nasceu Ismael. O povo judeu (Israel) descende de Isaac. O povo árabe (palestinos) descende de Ismael. Os sírios (da Síria) descendem de Naor, irmão de Abrahão. Para completar a irmandade, Arã gerou a Ló e toda sua descendência. Isto quer dizer, que judeus e árabes são primos-irmãos e que ambos descendem de Abrahão.

Do povo judeu (hebreu) nasce o Judaísmo (Abrahão, Isaac, Jacó-Israel, José, Moisés, Josué, Davi, Salomão...). O povo judeu não acredita que Jesus Cristo já tenha vindo (como filho de Deus) e ainda aguarda a vinda do Messias. Por isso que os judeus só lêem o Velho Testamento (Deus fala direto com seu povo). O Novo Testamento (a partir de Cristo) não existe para os judaizantes. Do povo árabe que descendem de Ismael, nasce o Islamismo (muçulmanos) que ao invés de Jesus Cristo, estes acreditam no profeta Maomé (Mohammad Abdalah) e ao invés da Bíblia, estes têm no Alcorão seu livro sagrado (o Alcorão, segundo estes, fora ditado pelo arcanjo Gabriel a Maomé). Os muçulmanos acreditam que Maomé foi o maior dos profetas. O Alcorão também afirma que Jesus Cristo foi filho adotivo de Deus (Alá). O Cristianismo nasce com Jesus Cristo, mas os cristãos acreditam na Bíblia toda (Velho Testamento e Novo Testamento) e também, acreditam na trindade Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo. Acreditam também os cristãos, no Gênesis e Apocalipse, no Armagedom, no Juízo Final, no Céu e Inferno. A Terra Santa de Jerusalém é dividida em três territórios distintos; a área do Judaísmo, a área do Islamismo e a área do Cristianismo. E é exatamente aí (Jerusalém), no coração do Médio Oriente, que mora o grande problema da humanidade (onde tudo iniciou e provavelmente onde tudo findará). A Bíblia diz que do Norte de Israel surgirá o Anti-Cristo que com a marca da besta (666) reinará no Mundo por sete anos. Além destas três grandes religiões, ainda existe mais duas grandes religiões mundiais. O Budismo, que nasce com Buda (Sidarta Gautama), religião esta predominante no Continente Asiático (China, Tibet, Japão) e também, o Hinduísmo (facção budista) que predomina especialmente na Índia e também na África. China e Índia juntas, têm quase metade da população mundial (aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas). Destas cinco maiores religiões mundiais, o Islamismo e o Judaísmo são as mais extremistas, fanáticas e também, as mais políticas. Mas, disse Jesus: a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Também de todas as religiões mundiais, o Cristianismo é a mais facciosa que existe, mas também, a de maior representação intercontinental.

Voltando ao Oriente Médio, a situação complicou-se bastante quando a ONU em 1947 resolveu criar o Estado de Israel dentro de um território palestino. Tal mixórdia étnica criou a figura do judeu-árabe e também, do árabe-judeu oficializando-se assim, a bagunça geral, perpetuando a discórdia e fomentando a anarquia ruidosa destes povos. Inclusive quem presidiu a sessão da ONU que criou o Estado de Israel foi o ilustre brasileiro Graça Aranha. Não obstante, o problema político-religioso que envolve árabes e judeus, ambos disputam palmo a palmo o território do Médio Oriente voltados essencialmente pelo grande problema econômico que os assolam: brigam por água e por petróleo (questão conflitante de sobrevivência e de poder).

Bem, a Terra apresenta-se neste início do 3.º milênio (a nova era) com o mesmo nível (ou maior) de violência, prostituição e corrupção do gênero humano que precedeu ao Dilúvio. O mundo globalizado está na expectativa de uma iminente guerra. Para alguns uma guerra santa (Jihad). No entanto, tal infeliz expressão é um grande equívoco e soa tão mal como sua antítese, que seria uma paz diabólica. O apóstolo São João relata no livro de Apocalipse sobre os sinais dos últimos tempos, sobre a queda da Babilônia (Iraque), o Juízo Final, os novos Céus e a nova Terra e também, sobre a nova Jerusalém. Previsões sobre um novo Dilúvio: Não mais. Certamente Deus não iria arrepender-se por duas vezes sobre um mesmo fato (a criação do ser humano). (Aurélio da Silva Braga - RG: 12.912.493)