10 de julho de 2026
Geral

Polícia investiga acidente que matou quatro pessoas

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 3 min

Entre as vítimas estavam o pai, a mãe, grávida de sete meses, e dois filhos menores. Todos moradores em Bariri.

Bariri - A Polícia Civil de Bariri abriu inquérito ontem para apurar as circunstâncias em que aconteceu a colisão transversal, ocorrida na noite de anteontem e que deixou quatro pessoas mortas. O acidente aconteceu na rodovia Deputado Leônidas Pacheco Ferreira (SP 304), que liga Bariri a Jaú. Todas as vítimas fatais são de uma mesma família.

O acidente aconteceu por volta das 22 horas e envolveu um Corcel II, placas BJF 7849, e um Daewoo Espero (importado), placas CCR 4844. O motorista do Daewoo, Fernando Tanganelli Barbieri, 22 anos, também morador em Bariri, nada sofreu. Ele viajava sozinho no momento do acidente. Barbieri passou a noite toda sob observação na Santa Casa de Bariri e, segundo informações do hospital, recebeu alta na manhã de ontem.

Segundo ele informou à polícia, a colisão aconteceu quando Airton Paulino da Silva, 30 anos, motorista do Corcel II, cruzava a rodovia no trevo que dá acesso a Itapuí e a Bocaina, no km 325.

A perícia feita no local do acidente pela Polícia Técnica constatou que Barbieri, que seguia no sentido Jaú-Bariri, freou o veículo quando este estava a 45 metros do Corcel II. Após o impacto, ele arrastou o veículo, onde estavam as vítimas, por mais 21 metros.

Além de Airton, viajavam no Corcel II a sua mulher Edna Regina Rodrigues da Silva, 29 anos, e dois filhos pequenos: Douglas Rafael da Silva, 4 anos, e Diego Felipe da Silva, de 2 anos. Este chegou a ser levado, ainda com vida, à Santa Casa de Bariri e de lá para Jaú, mas não resistiu e também acabou morrendo. Os demais morreram no local do acidente.

Segundo a polícia, Edna Regina estava grávida havia sete meses. Mesmo morta, ela foi levada à Santa Casa, onde o médico legista, do Instituto Médico Legal de Jaú, retirou o feto. De acordo com a polícia, Edna Regina daria à luz uma menina.

Além dos dois meninos que morreram no acidente, o casal tem ainda outros dois filhos menores que haviam ficado em Bariri, segundo informou a polícia. A informação foi confirmada por uma funcionária da Cerâmica Forcin, identificada apenas como Alice. Ela disse que Airton trabalhava na empresa havia muito tempo. Segundo a funcionária, Airton exercia a função de forneiro. Ou seja, era ele quem colocava os tijolos para secar, nos fornos da cerâmica.

Além de trabalhar na empresa, Airton morava, literalmente, no local de trabalho. Segundo Alice, ele residia com a família em uma casa cedida pela cerâmica.

O enterro das vítimas, incluindo o feto de sete meses, ontem, às 17 horas, no cemitério municipal.

Inquérito

O delegado titular de Bariri, Marcílio César Frederice de Mello, deu início ontem a inquérito policial para apurar as circunstâncias do acidente.

Com base no que foi apurado até agora, a polícia trabalha com a hipótese de que o acidente teria sido provocado por Airton. Mas antes de formular qualquer conclusão, o delegado deve ouvir Barbieri e analisar o resultado dos laudos da Polícia Técnica, que deve ficar pronto em 15 dias. O delegado Marcílio terá 30 dias para concluir o inquérito.