09 de julho de 2026
Geral

Desempenho negativo

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

Para o economista e consultor de empresas Carlos Roberto Sette, ao longo do segundo semestre deste ano, o desempenho das MPEs vem desabando. Não foi diferente no mês de outubro. Em relação a setembro, o mês de outubro teve um desempenho melhor somente no segmento industrial, por conta dos pedidos de entregas para o Natal.

Nos demais indicadores relativos ao Pessoal Ocupado e Gastos com Salários o mês de outubro continuou em queda comparados ao mês de setembro.

Na análise da conjuntura internacional, ressalta Sette, as expectativas nesse momento são melhores do que há alguns meses. O dólar por exemplo, fechou a sexta-feira cotado em torno de R$ 2,375 contra R$ 2,87 de um mês atrás.

Para o economista, com a perspectiva de solução mais rápida do que se esperava para a crise causada pelo terrorismo que afetou os Estados Unidos. A economia norte-americana deverá retornar o ritmo de crescimento já a partir do segundo trimestre do ano que vem. Espera-se uma resposta da economia brasileira a partir do segundo semestre do ano, especialmente nos últimos três meses, afirma.

Em contrapartida, ensina Sette, os juros internos deverão continuar no patamar atual até que as variáveis externas/internas derem sinais de estabilização sustentada.

Para ele, a Argentina prossegue em sua agonia lenta e se o último pacote de Domingos Cavallo não der certo, espera-se uma maxidesvalorização do peso frente ao dólar e, portanto, frente ao real. Por isso, o desaquecimento da economia brasileira observado nesse segundo semestre, deve continuar até, pelo menos, o primeiro semestre do ano que vem.

Nesse quadro, afirma Sette, as micro e pequenas empresas devem continuar com a postura de cautela, observando alguns pontos de gestão estratégica e operacionais que são importantes, como: identificar oportunidades de mercado, utilizando os pontos fortes da empresa; minimizar o impacto das ameaças em relação aos pontos fracos da organização; administrar o capital de giro, notadamente os estoques - que costumam ter itens de concentração exagerada de recursos; atenção especial à inadimplência nesse final/início de ano; e aumentar a produtividade através da utilização mais eficiente dos recursos produtivos e reduzir desperdícios, pois só assim poderão sobreviver num ambiente altamente competitivo.