O desemprego e o analfabetismo seriam os principais problemas detectados pelo Núcleo, no bairro Ferradura Mirim.
O desemprego e o analfabetismo são os principais problemas sociais detectados pelos profissionais do Núcleo de Apoio Sóciofamiliar (NAF) do Ferradura Mirim, que está completando um ano de funcionamento esta semana.
O Serviço Social do NAF atende famílias cuja renda per capita não ultrapassa meio salário mínimo. O principal objetivo da entidade é promover a geração de renda entre os assistidos. Para isso, oferece cursos de artesanato, bordado, tricô, informática e corte e costura.
Além dos programas de geração de renda, o NAF oferece também programas de atendimento sócioassistencial, psicológico, apoio jurídico e educacional, programa de atenção à mulher, programa de incentivo à horta domiciliar, e programa de atenção a crianças e adolescentes.
De acordo com a assistente social Rosimeire Rodrigues da Cunha Simões, os principais problemas das pessoas assistidas pelo órgão são desemprego e analfabetismo. Eles não vêem que a falta de estudo é uma problemática. A gente tenta conscientizar sobre a importância do estudo para conseguir emprego, diz.
Com essa preocupação, a entidade providenciou um curso de alfabetização para adultos, que teve início em outubro e do qual estão participando cerca de 15 pessoas. A quantidade de participantes ainda é considerada pequena pelas assistentes sociais, que esperam mais adesão em 2002.
O NAF do Ferradura Mirim atende mensalmente cerca de 500 a 600 pessoas de bairros como Jardim Redentor, Núcleo Geisel, Núcleo Octávio Rasi, Jardim Carolina, Jardim Tangarás, Jardim Nicéia, Parque Paulista, Parque Bauru, Jardim Manchester e Vila Igapó.
Outros problemas sociais diagnosticados pelos profissionais que trabalham no NAF são conflitos familiares, gravidez na adolescência, dificuldade de aprendizado em crianças e maus tratos.
Resultados
A partir dos cursos oferecidos pelo NAF, muitas pessoas estão conseguindo gerar renda e gerenciar suas produções, calculando gastos e lucros, produzindo e comercializando seus produtos. Além da emancipação financeira, eles estão mais confiantes e menos dependentes do modelo assistencialista, frisa Rosimeire.
A assistente social cita as mulheres que participaram do curso de artesanato e que estão ganhando cerca de R$ 70,00 por semana com a venda dos produtos que confeccionam. Elas não tinham nenhum estímulo, observa.
Os cursos do NAF são oferecidos em parceria com o Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus.
Serviço
Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 230-1993, das 8 às 17 horas. O NAF fica na rua Professora Luzia Peres Rego, 2-29, no Parque Júlio Nóbrega.