09 de julho de 2026
Geral

EDUCAÇÃO & MARKETING POLÍTICO

Rodolpho Pereira Lima
| Tempo de leitura: 2 min

A festa realizada em Osasco (SP), dia 30 de novembro último, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, para a comemoração da entrega do cartão número 4 milhões de acesso ao programa Bolsa-Escola, comporta comentários. Na festa esteve presente a apresentadora infantil da TV Eliana e a atleta Maurren Maggi.

A apresentadora Eliana saudou no palco o presidente como uma pessoa querida e cujo governo merece todos os aplausos. Deus abençoe o presidente. Acredito que nenhum governo se preocupou tanto com a educação, disse ela.

Disse o presidente em seu discurso: Isso é dignidade, é cidadania, é direito de vocês. Não estou dando nada. Estou apenas cumprindo preceitos constitucionais e assegurando direitos àqueles que nasceram no Brasil. Prometeu o presidente acabar com a nódoa do analfabetismo no País.

É como sempre, o culto ao personalismo, um governo ignorando o projeto do seu antecessor, lançando um novo projeto para marcar sua administração. Temos exemplos dessa configuração personalista que vem se repetindo.

Leonel Brizola, quando governador do Rio de Janeiro, lançou o projeto CIEP (Centro Integrado de Educação Pública). Em São Paulo, o governador Orestes Quércia lançou o projeto Profic (Formação Integral da Criança). O presidente Collor lançou em âmbito nacional o projeto CIAC (Centro Integrado de Assistência à Criança), objetivando construir 5.000 unidades em todo o País ao custo de US$ 38 bilhões. O presidente Itamar Franco lançou o CAIC (Centro de Apoio Integral à Criança). Como se constata, o governo que se inicia ignora o projeto, programa em andamento de seu antecessor, para lançar o seu próprio projeto, para marcar sua administração.

A festa realizada pelo presidente FHC, em Osasco, para a entrega do cartão número 4 milhões de acesso ao programa Bolsa-Escola, custou R$ 50 mil, valor suficiente para a distribuição de bolsa-escola a 3.333 crianças por um mês ou a 278 alunos por um ano.

Chega de CIEP, Profic, CIAC, CAIC, Bolsa-Escola. É preciso que haja continuidade na administração pública, em especial na área educacional, para se evitar a malversação do dinheiro público, culto ao personalismo e se alcança de fato o objetivo programado: eliminação do analfabetismo no Brasil e a extinção da Febem. (Rodolpho Pereira Lima)