O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Bauru, Elias Pinheiro, quer que o Ministério Público (MP), Tribunal de Contas do Estado (TCE) e a Câmara Municipal investiguem o sistema de transporte coletivo do Município.
Na última sexta-feira, o sindicalista protocolou documento nos três órgãos pedindo a intervenção para apurar a situação do sistema. Segundo ele, o transporte coletivo municipal, desde 1996, vem sofrendo sérias denúncias.
Sabe-se que na gestão do prefeito Tidei de Lima, o contrato da ECCB com vigência até novembro de 2000 foi rescindido em parte, sem qualquer motivação jurídica, dando lugar a procedimento licitatório que classificou as empresas TUA e Kuba, que resultou em uma guerra jurídica entre a TUA e a Uematsu até os dias de hoje, trazendo intranqüilidade para os usuários e trabalhadores do sistema, relata o documento.
Pinheiro diz que com a misteriosa rescisão da ECCB, a instauração de licitação e a desclassificação da Uematsu motivaram a aprovação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal, que jamais foi instalada.
Ele avalia que desde então todo os sistema de transporte encontra-se confuso, sendo matérias de discussões políticas, jurídicas e denúncias, que passam pelas distorções da Câmara de Compensação Tarifária, sobreposição de linhas e favoritismo, intranquilizando a sociedade.