Fragilidade
O primeiro ano da atual legislatura da Câmara Municipal mostra a fragilidade político-partidária do País. Dos 21 vereadores eleitos em outubro do ano passado, dez já trocaram de partido, ou seja, praticamente 50% desistiram de continuar nas legendas pelas quais foram eleitos. As instituições partidárias no Brasil, com raras exceções, são usadas de acordo com os interesses políticos momentâneos.
Paquito é tri
O vereador Osvaldo Paquito, por exemplo, foi eleito pelo PFL. Pouco tempo depois brigou com o presidente da executiva pefelista, Dudu Ranieri, e migrou para o PL. Também não conseguiu guarida para seus anseios no PL e bastou um aceno do prefeito Nilson Costa - de quem foi severo crítico no início do ano - para se abrigar no PPS.
Revoada
O partido que mais foi descaracterizado neste ano foi o PDT. Chegou à Câmara com seis vereadores e hoje restou apenas um: Faria Neto. Os demais - Pastor Luiz, José Humberto Santana, Renato Purini, João Parreira e Luiz Carlos Valle - se esparramaram em outras agremiações, cada um procurando se adequar à realidade política do momento.
À espera
Enquanto isso, os milhões de eleitores brasileiros esperam a tão sonhada reforma política que está engavetada no Congresso Nacional. Um dos seus artigos prevê, por exemplo, que os políticos não poderão trocar de partido antes de quatro anos, depois de terem sido eleitos para ocupar seus mandatos. O projeto de lei, se um dia vingar, vai acabar com a atual bagunça.
Ideologia
A medida, com certeza, vai afinar a classe política de acordo com suas convicções político-ideológicas, fortalecendo as instituições partidárias e clareando, para o eleitor, quem é quem. Provavelmente, as legendas nanicas - em sua maioria de aluguel - não sobreviverão. Poderá ser o começo do fim do charlatanismo e das negociatas no mundo político. Pelo menos, é o que se espera.
Em casa
O prefeito Nilson Costa (PPS) não vai se ausentar da cidade neste final de ano. Ele passou o Natal com familiares e vai fazer o mesmo no Rèveillon. Nilson também não pretende tirar uns dias de descanso. Janeiro é mês de trovoadas que, em anos anteriores, provocaram calamidades.
Relógio de ponto
O prefeito pretende marcar presença em seu gabinete nesta época de férias. Uma eventual ausência com a cidade em dificuldades pode provocar desgastes e perpetuar a imagem de pouco caso. Pela lei, o chefe do Executivo pode se ausentar das funções por até 15 dias sem precisar pedir licença à Câmara Municipal. Após isso, o cargo, obrigatoriamente, tem de ser ocupado pelo vice-prefeito.
Braga e Tuga
O deputado estadual Carlos Braga (PTB) e o ex-deputado Tuga Angerami (PSB) tinham (ou têm) uma conversa marcada para este final de ano para discutir a eleição de 2002. Não se sabe o dia, hora, nem local do encontro, que pode até já ter ocorrido. A única informação disponível é que eles continuam mantendo um bom relacionamento. Aumentaram as especulações, nos últimos dias, de que Tuga deve ser o candidato a deputado federal e Braga tentaria a reeleição.