O chefe do Departamento de Economia da Faculdade de Economia da Instituição Toledo de Ensino (ITE), Wagner Aparecido Ismanhoto, ressalta que escolher a forma de pagar o imposto é uma questão de encontrar a melhor alternativa, a que mais se adeqüe à realidade da pessoa. O uso do limite do cheque especial, porém, deve ser descartado a todo custo.
A forma à vista é a mais vantajosa, se a pessoa tiver dinheiro. Para ele, não compensa aplicar dinheiro e parcelar o débito, já que o desconto de 3,5% é maior do que o rendimento de qualquer aplicação. A não ser que a pessoa resolva investir na Bolsa de Valores e tenha bons resultados. Mas, o risco embutido é grande.
De acordo o professor da ITE, uma boa saída para quem não tem dinheiro para pagar o IPVA à vista é o parcelamento oferecido pelo Governo do Estado. Já o financiamento em bancos, apesar de ser mais uma opção para quem não tem condições de quitar de uma só vez o tributo, é considerado caro pelo economista, já que a taxa de juros pode variar entre 4,5% a 7%, dependendo da instituição.
Ismanhoto diz que a pessoas que não tem dinheiro deve considerar, até a opção extrema de deixar para quitar o tributo no licenciamento do veículo. É caro, pois é cobrada uma multa de 20% mais a variação mensal da Selic. Mas é melhor do que utilizar o cheque especial, que tem taxas de juros mais altas.