08 de julho de 2026
Geral

Favela cresce às margens do córrego

Redação
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Enquanto permanece o impasse para a recuperação do córrego Barreirinho e suas margens, a população que habita os barracos instalados no local cresce.

Em maio deste ano, o JC publicou que existiam, na época, 12 barracos instalados próximos ao córrego. Atualmente, os moradores afirmam que o número já atingiu a casa dos 30 barracos. São 31 casas com cinco a sete pessoas cada uma, observa Marilaine Gomes de Almeida uma das veteranas do Barreirinho.

Ela conta que os moradores já receberam notificação para desocupar o local, mas destaca que não têm para onde ir. Você acha que uma catadora de papel tem como comprar um terreno? Eu não tenho condições de sair, enfatiza.

Os moradores esperam que a administração municipal viabilize projetos para abrigar em outro bairro a população da nova favela. Quando eles levaram parte dos moradores para o Fortunato, disseram que fariam um novo projeto, lembra.

Rosimeire Lopes Pereira, mora há um ano na nova favela e também espera providências por parte da administração municipal. Há dois meses, a Prefeitura falou que ia tirar a gente daqui. Eles falaram que iam dar casa, reforça.

Vanoilsa de Fátima Simão mostra-se mais preocupada com as promessas. A Prefeitura não tem mais onde colocar a gente, mas quer nos tirar daqui.

Segundo Sandra Scriptore, titular da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes), a Prefeitura Municipal não tem em vista novos projetos de desfavelamento. Ela afirma, ainda, que a Sebes ainda não foi acionada sobre o caso do córrego do Barreirinho. Não há esse tipo de projeto, diz.