A obesidade é, atualmente, um dos mais graves problemas de saúde pública. Em muitos casos considerada uma grave doença, vem crescendo progressivamente nas últimas décadas em todos os países, levando à condição de epidemia global.
E está associada a uma série de doenças crônicas, como o diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia (hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia), doença coronariana, apnéia do sono, elevação do ácido úrico, acidentes cerebrovasculares e diversos tipos de câncer.
O tratamento da obesidade ainda não produz resultados satisfatórios. O melhor tratamento ainda é a prevenção. Pequenas reduções de peso (5% a 10%) se associam à melhora significativa nos níveis pressóricos e nos índices de controle metabólico, reduzindo a mortalidade relacionada a obesidade e suas comorbidades.0 tratamento deve ter início com uma reeducação alimentar saudável e aumento de atividade física (pelo menos 30 minutos três vezes por semana).
As cirurgias para obesidade são indicadas somente para indivíduos classificados como obesos mórbidos (com índice de massa corporal superior a 40 kg/m2), que apresentam grande risco de adoecer e morrer precocemente.
Além disso, a qualidade de vida destas pessoas é muito prejudicada. O obeso mórbido acaba desenvolvendo doenças como hipertensão, diabetes, câncer de mama, útero, intestino grosso, próstata e vesícula biliar, problemas ortopédicos, dermatológicos e ginecológicos. Em alguns casos, a mulher pode desenvolver infertilidade ou irregularidade menstrual. Já os homens podem apresentar a redução de testosterona, diminuição da libido e fertilidade reduzida.
Apesar das cirurgias de redução de estômago surgirem como a solução para os problemas mais graves, é importantíssimo ter em mente que alguns critérios devem ser considerados antes de se tomar essa difícil decisão. É preciso realizar tentativas prévias de emagrecimento com acompanhamento médico e/ou nutricional. Também deve-se avaliar a ausência de outros problemas médicos que possam tornar a cirurgia de alto risco, além da compreensão e cooperação satisfatórias do paciente. Outros aspectos a serem avaliados são a ausência de dependência em relação a álcool e drogas e o risco operatório favorável.
Após a cirurgia para, que tem como objetivo principal a melhora da qualidade de vida através da perda de peso, a nutrição tem um papel importante porque a quantidade e o tipo de alimentos a serem consumidos devem ser limitados.
O objetivo do acompanhamento nutricional é buscar o bem-estar físico e emocional, através da seleção dos alimentos que contenham os nutrientes mais saudáveis e que estejam adequados às necessidades de cada indivíduo para que a rápida perda de peso não leve à desnutrição.