08 de julho de 2026
Saúde

Simples ações harmonizam a cidade

Luly Zonta
| Tempo de leitura: 3 min

Quando se fala em harmonização, a primeira coisa que nos vem à cabeça é a técnica chinesa do feng shui, que busca trazer o equilíbrio e novas (e boas) energias aos ambientes em que vivemos, sejam nossas casas, escola, ou trabalho.

“Queremos que nossa sala, escritório, jardim, quarto, banheiro, loja, cozinha, estejam sempre harmonizados, para que nós, que ali habitamos, também fiquemos harmonizados”, diz o consultor e professor de feng shui e terapias holísticas Franco Guizzetti.

Ele garante que esta harmonia, quando conquistada, vai até o muro que divide sua casa da do vizinho. Além do muro, o problema já passa a ser do vizinho ou do governo. Mas ao mesmo tempo ele se pergunta sobre o que temos feito para harmonizar o ambiente externo a nossas casas, como agimos com nossos vizinhos, na rua, no bairro e na cidade onde moramos.

“Provavelmente nada, ou muito pouco”, ele mesmo responde. Guizzetti se recorda de que no começo de 2001, na semana do aniversário da cidade de São Paulo, viu pela tevê, o casal (que na época era casado) Martha e Eduardo Suplicy carregando balde e pincel, para pintar o Estádio do Pacaembu.

“A prefeita de São Paulo, a terceira maior cidade do mundo e um senador da República. Temos neste caso, muito mais que um ato político. Temos um exemplo de cidadania, inteligência e educação ao cuidarmos da cidade em que moramos, trabalhamos e convivemos”.

À primeira vista pode-se comentar que a obrigação era dela. Ela é a governante da cidade. É dever dela, manter a cidade limpa e em ordem. Uma idéia que segundo o consultor, não está de todo errada. Os governos têm suas obrigações e deveres para com a cidade.

“Mas todos nós temos que nos conscientizar que, como cidadãos, temos também direitos e obrigações em relação ao local em que vivemos. Nesta hora me pergunto: “O que temos feito para harmonizar nossa cidade?!”

A partir deste questionamento, Guizzetti começou a trabalhar com conceitos de feng shui para uma macro estrutura. Ele não colocou o ba-guá, o octógono que representa os oito setores básicos da vida do ser humano (trabalho, sucesso, amigos, espiritualidade, família, relacionamentos, criatividade e prosperidade), sobre um mapa e definiu as relações pela porta de entrada. Entretanto, para dar início ao processo de harmonização de uma cidade, bairro e rua, o professor aconselha que se trabalhe com o intuito de deixá-los mais bonitos e equilibrados, para que se possa viver melhor.

Há dois anos ele presta assessoria em feng shui para empresas, estabelecimentos comerciais e profissionais liberais renomados. E já chegou a assinar artigos para 17 diferentes sites e portais ao mesmo tempo. Hoje, pode ser lido na Folha Equílibro on-line, no Terra, no Star Mídia e no Via Mulher, da L’Oreal.

Para o JC Saúde, Franco Guizzetti elaborou um pequeno roteiro de situações que pode ser posto em prática imediatamente, ou pelo menos refletido, antes de escolher qual será o próximo caderno do JC que vai ser lido.

Pode parecer pouco, mas pequenas atitudes individuais podem fazer grande diferença.