08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

BAURU, A CIDADE SEM LIMITES

(*) Carlos H. Merli de Oliveira
| Tempo de leitura: 3 min

Bauru realmente é uma grande cidade, a cidade mais promissora do País.

Vivemos em paz no interior do estado mais importante do País, que é São Paulo.

Gostaria que estas palavras chegassem ao nosso prefeito, e que ele possa refletir sobre meu ponto de vista, formado dentro de casa, na Universidade Estadual Paulista e na Seicho-No-Ie, lugar que aclara e enobrece pensamentos.

Dentro da minha casa, aprendi a ser gente, a respeitar meus pais e minha família, a realizar serviços simples como lavar pratos, varrer a calçada, colocar o lixo na rua e escrever para amigos distantes por intermédio do Internet.

Na faculdade onde estudo, Faculdade de Engenharia de Bauru, vim e venho aprendendo muitas técnicas de como melhorar a vida dos cidadãos, como fazer um serviço confiável e como lidar com as pessoas. São muitos jovens, poucos de Bauru. Sinto-me um privilegiado em poder estudar em uma escola tão boa como a Unesp em minha própria cidade.

A Seicho-No-Ie constitui o terceiro pé do tripé da minha vida - Lar, Escola e Seicho-No-Ie me sustentam. Nesta filosofia, aprendo a ser positivo, a ser útil, a escutar, a falar, pensar e agir corretamente, com seriedade, serenidade, finura e sublimidade. Trata-se de um ensinamento que transcende todo sectarismo religioso, que prega a harmonia entre os homens e as religiões, coisa que no Brasil temos, graças a Deus. Sabemos respeitar a crença uns dos outros, somos amigos de negros, brancos, amarelos, peles vermelhas, sangues azuis, e valorizamos a beleza, o bem e a verdade.

Escrevi sobre a minha formação. Agora, desejo transmitir-lhes o meu ponto de vista.

Acredito que os problemas de Bauru podem ser facilmente resolvidos. Basta que os olhos administrativos da cidade se voltem para a nossa origem: a Ferrovia. Nascemos de um entroncamento ferroviário. A Ferrovia é nossa mãe. Como poderíamos abandoná-la? Meu querido prefeito, não adianta querer tombar o prédio da Machado de Melo. É insensato também transferir a Prefeitura para aquele prédio caindo aos pedaços. Precisamos resgatar a Estrada de Ferro.

Aprendi com um colaborador seu, prof. Sérgio da Silva Macedo, que uma cidade moderna, um estado moderno, um país moderno, faz uso da multimodalidade nos meios de transporte. Temos, na região bauruense, estradas de ferro, rodovias, o Tietê e agora um maravilhoso aeroporto em construção. Temos tudo para ser uma região, riquíssima no País. Não podemos continuar transportando cargas pesadas por caminhões, que destroem as pistas rodoviárias. Podemos ser o grande centro multimodal da Nação. Peço apenas que pense nisso e compreenda a grandiosidade de nossa cidade.

Quanto à questão da pavimentação, sugiro que o prefeito contrate o prof. Vladimir Coelho para resolver o problema. Ele se aposentou recentemente e pode ser um grande consultor e dar cursos para uma pavimentação segura e econômica. sr. Nilson Costa, avô do Gustavo, meu colega do Interativo, invista em quem conhece e seja o melhor prefeito que a cidade já teve. (Por que o senhor não contrata o prof. Barbieri para revitalizar a Estrada de Ferro?) Valorize a experiência!

(Estas sugestões de contratação são uma homenagem e um agradecimento aos meus professores, que, juntamente com os demais docentes, ensinaram-me com amor).

E sugiro outras contratações para resolver o problema das erosões, da drenagem de vias (Nações Unidas & Cia), etc... é preciso que a Prefeitura dê também a chance de as universidades oferecerem seus serviços gratuitamente (voluntários) através de seu corpo discente supervisionado. Precisamos ser mais solidários e pacientes.

Prefeitura, una-se às universidades e resolva, amistosamente e com bases sólidas, os problemas da cidade de Bauru, elevando-a a modelo de progresso e bem-estar.

(*) Carlos Henrique Merli de Oliveira - Higienópolis/Bauru