É uma desolação muito grande para todos, nós cidadãos, termos de desacreditar na competência e na ética política e pública do atual cenário de nossa cidade. Portanto, uma relutância a tudo isto é iminente! Devemos nos lembrar de que a sociedade brasileira é subserviente a uma das maiores, se não a maior, taxas tributárias do mundo e nós arcamos com ela a duras penas, mas arcamos. Seríamos “até gratos†se tivéssemos um retorno plausível. Isso mesmo, até gratos, pois não é o que se visualiza em nossa cidade há um bom tempo.
IPTU, IPVA, INSS, CPMF e muitos outros (sejam eles tributos federais, estaduais ou municipais) são alguns dos tributos que deveriam nos trazer tais benefícios. Deveriam, mas não trazem. Poderíamos até aceitar a posição do nosso excelentíssimo prefeito, sr. Nilson Costa, de que a Lei de Responsabilidade Fiscal o impede de aplicar recursos extras à nossa cidade, mas onde nossa arrecadação está sendo aplicada? Nós, cidadãos comuns, que não fazemos parte do Legislativo e do Executivo, não temos conhecimento de seu destino. Lamentável, mas pior que tudo isso e que não podemos aceitar calados é que, no mínimo, o grupo administrativo da cidade, liderado por um partido que se diz popular socialista (PPS, partido do prefeito) não cria nem sequer um plano “B†de saída para promover a manutenção do que já se tem, como vemos no caso de nossa maravilhosa pavimentação. Isso sem contar que num programa de debate televisionado pela TV Preve, exibido no período eleitoral para a disputa à Prefeitura, nosso querido e respeitoso atual prefeito nos assegurou que em um possível segundo mandato (atual mandato) como titular traria uma reforma para a cidade nos diversos setores (comercial, industrial, público, educacional, social e etc.), uma vez que, em seu primeiro mandato (quando substituiu o ex-prefeito Izzo Filho, hoje cassado e preso) ele se justificou dizendo que foi uma gestão para acertar a casa, muito bem. E agora; alguma coisa se fez para melhor?
Devemos concordar que a natureza está nos prejudicando um pouco, mas também não devemos nos esquecer que ela atinge também outras cidades da região, muitas vezes até menores que a nossa, porém, que estão nos deixando para trás devido ao planejamento e atendimento que promovem para si. Temos muita esperança de que esse quadro se reverta, pois nós, no exercício pleno de cidadãos conscientes, depositamos nossos votos de confiança em vocês que aí estão nos representando, no dia em que os definimos nas urnas. Não pensem que estamos desatentos. Gritamos prementemente por soluções antitrustes. Não podemos mais ser sublevados por condições que não condizem ao ideal pertinente de uma sociedade social democrática. Essa reflexão pode parecer insultuosa, porém nada mais é do que o atual sentimento que permeia a grande parcela esquecida de bauruenses que, ainda, veste a camisa da cidade. Apesar de tudo! (Alex Rafacho - RG: 30.933.759-8)