08 de julho de 2026
Bairros

Cabeleireira é vítima de desabamento de imóvel

Redação
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A cabeleireira, Maria Helena Souza Garcia, 38 anos, está impedida de trabalhar desde a última sexta-feira. Ela sofreu um acidente pouco comum, mas que lhe valeu sete pontos na cabeça, hematomas por todo o corpo, além de provocar desmaios e muita dor.

Maria Helena conta que trabalhou durante todo o dia e no final da tarde foi para a quadra cinco da avenida Rodrigues Alves para embarcar em um ônibus circular e retornar para sua casa no Parque Viaduto. “Eu estava com uma amiga e passava diante do prédio, quando parte dele desabou sobre mim.”

A cabeleireira teve que ser socorrida pela Unidade Resgate do Corpo de Bombeiros. “Fui atendida no Pronto-Socorro e vim para casa. Tentei trabalhar na segunda-feira, mas se eu forço a visão sinto tonturas e princípios de desmaio.”

A cabeleireira registrou o fato em boletim de ocorrência e pretende acionar a Justiça. “Estou sem trabalhar e vivo disso. Já tive que retornar no PSM por causa das dores .”

A administradora do imóvel que desabou, Elizabeth Martins, disse ontem que a proprietária não está se recusando a pagar a indenização, mas pretende fazer o levantamento dos gastos para poder acertar a situação. “Em nenhum momento, ela se recusou em indenizar a vítima.”

Direito à indenização

O advogado Luiz Alan Barbosa Moreira garante que a vítima tem direito à indenização por danos físicos, além de poder pleitear a perda numérica causada pela sua impossibilidade de trabalhar. “O proprietário do imóvel é o responsável, uma vez que não efetuou a conservação do local.”

Segundo o advogado, os gastos com remédios também podem ser reembolsados. “A vítima deve procurar um advogado que encaminhe o caso para o Judiciário. Por isso, a cabeleireira deve guardar todos os comprovantes com gastos.”