09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DA NOB

Roque José Ferreira
| Tempo de leitura: 1 min

O senhor Oswaldo Amaral de Souza expressou sua opinião, manifestando indignação com a “possível venda” do imóvel, que passaria a ter outras finalidades.

A estação da NOB, assim como centenas de outras pelo País, estão relegadas ao completo abandono, sofrendo com a ação implacável do tempo.

Esta fotografia do descaso, sr. Oswaldo, descrita em sua carta, não foi uma obra do acaso. É o resultado de uma política deliberada de destruição das ferrovias no País, implementada pelo governo para atender os interesses de grandes corporações do setor rodoviário, de mineração, de cimento e agrícola. Como deve ser do seu conhecimento, em 1996 iniciou-se o processo de privatização das ferrovias, e a extinção da Rede Ferroviária Federal e da Fepasa, sendo a primeira a proprietária do imóvel.

A RFFSA vem quitando todas as dívidas trabalhistas, dando imóveis e outros bens como garantia, como ocorreu com a estação ferroviária.

Os ferroviários fizeram tudo que estava ao seu alcance para informar a população o quanto seria nefasta a privatização, e a necessidade de uma ampla mobilização para combatê-la.

Poucos foram os que se associaram a esta luta. Em Bauru, não foram poucos os que defenderam a privatização, embalados pelo discurso de ocasião de que tudo que é público é imprestável.

Entretanto, mesmo em condições difíceis, continuamos nossa luta para que o País tenha um plano nacional de viação que contemple como matriz principal o setor ferroviário e implemente a multimodalidade de transportes.

Para chegar onde queremos, e onde o senhor também quer, precisamos de um outro governo e uma outra política, que recupere para o controle do Estado a gestão, operação e controle das ferrovias. (Roque José Ferreira - Coordenador Geral do Sindicato dos Ferroviários - RG. 9.656.049 - Email: roque.ferreira@uol.com.br)