08 de julho de 2026
Geral

CPFL quer incentivar o consumo de energia

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Próximo ao fim do plano de racionamento de energia elétrica, a Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) - que atende a cerca de 2,8 milhões de clientes do Interior do Estado de São Paulo - está preparando uma campanha para valorizar “o benefício do uso de energia e o baixo custo do serviço”. Será incentivado o uso de aparelhos elétricos, contanto que possuam o selo do Procel (que garante a eficácia energética), segundo a Assessoria de Imprensa da companhia.

De acordo com o presidente da CPFL, Wilson Ferreira Júnior, com o término do racionamento a redução do consumo deve ficar em torno de 15% na região atendida pela companhia. Atualmente, o índice de economia está em 25%.

“Estimamos que os clientes da nossa área ainda manterão 10% de economia no final de 2002. Essa diferença de 15% corresponde ao potencial de utilização de novos eletrodomésticos, naturalmente eficientes. A própria CPFL incentivou, através da Imprensa, a aquisição de geladeiras e aparelhos de ar-condicionado, desde que fossem certificados pelo Procel”, afirma Ferreira Júnior.

Uma das estratégias que poderá ser utilizada para elevar o consumo energético será a parceria com lojas de eletrodomésticos. Contudo, não há confirmação por parte da Assessoria da companhia. No ano passado, a CPFL deixou de faturar cerca de R$ 500 milhões. Este ano, a previsão é que esse valor fique em torno de R$ 100 milhões.

Em função de algumas notícias veiculadas na Imprensa sobre o assunto, a Assessoria de Imprensa da CPFL enviou a diversos órgãos, entre eles o Jornal da Cidade, uma nota de esclarecimento referente à ação de incentivo à retomada do consumo de energia.

Na nota consta que em nenhum momento a companhia cogitou estimular o desperdício de energia elétrica. “Esta ação não encontra nenhum precedente na história da empresa, uma vez que ela sempre foi, desde 1986 - ano da criação do Procel - uma das maiores incentivadoras do programa. A CPFL investe 1% de sua receita anual em combate ao desperdício, o que significou, no ano de 2001, cerca de R$ 20 milhões”, relata a Assessoria de Imprensa.

No que diz respeito ao setor residencial, Wilson Ferreira Júnior afirma que a população foi educada no período de racionamento para eliminar de forma definitiva o desperdício de energia elétrica e que atualmente está economizando, em média, 25% do seu consumo.