Os distribuidores de água mineral de Bauru estão comercializando, neste verão de 2001/2002, um volume de galões cerca de 30% menor na comparação com o verão passado. Janeiro foi o mês mais difícil até agora, em função das constantes chuvas e das temperaturas mais amenas.
A melhor estação do ano para o setor não está correspondendo às expectativas dos comerciantes desta vez. Desde outubro do ano passado - mês que marca o início do melhor período de vendas - as quedas vêm sendo registradas.
“Dessa vez o verão está tímido. As chuvas e as temperaturas não tão quentes quanto geralmente são nessa época, estão resultando na diminuição da procura por água mineralâ€, observa a empresária Daniela Bermini Salles dos Reis, dona de uma distribuidora.
Na sua empresa, em outubro do ano passado foi comercializado um volume em torno de 20% menor que o do mesmo mês de 2000. Em novembro a estatística se manteve, mas em dezembro voltou a cair, com uma diferença de menos 15% sobre o mesmo período do ano 2000.
Janeiro deste ano foi o pior mês em vendas deste verão. Segundo Daniela, a quantidade de galões comercializada no mês passado ficou em torno de 25% abaixo da registrada em janeiro de 2001.
“A projeção que fazemos sempre de vender, de setembro a março, entre 30% e 50% a mais em relação ao período de inverno, não será alcançada neste verão de 2001/2002. Ficaremos praticamente com os mesmos índices do último inverno, que é a pior estação para o nosso mercadoâ€, prevê Daniela.
De acordo com ela, as distribuidoras de pequeno porte estão passando por problemas sérios em função deste cenário. “Muitas estão fechando as portasâ€, observa.
Em outra distribuidora, Mirian Aparecida Furlanetto diz que, de outubro de 2001 a janeiro deste ano, a queda nas vendas sobre os mesmos meses do verão anterior gira em torno de 30%. Em outubro e novembro últimos, foram comercializados cerca de quatro mil galões de água mineral (dois mil em cada mês).
De acordo com Mirian, em média o volume de vendas nos meses de outubro, novembro e fevereiro - que são considerados os melhores do verão - fica em torno de três mil a quatro mil galões por mês nessa empresa.
“Além deste verão não estar ajudando o setor, os aventureiros que vendem água a R$ 1,99 estão atrapalhando o mercado. A comercialização de galões em padarias e revendas de gás também é prejudicial para nós e não está correta. Os galões com água têm que ficar armazenados em local apropriadoâ€, critica Mirian Furlanetto.
Em outra distribuidora, o proprietário Chan Dokko diz que, nos últimos meses, o volume de vendas está se mantendo o mesmo em relação ao do verão passado.
“Essa manutenção significa queda, porque como a empresa tem apenas dois anos, a tendência era de que as vendas aumentassem neste verãoâ€, diz o comerciante.