08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

CONSEQÜÊNCIAS INEVITÁVEIS

Isolina Bresolin Vianna
| Tempo de leitura: 2 min

A mais inevitável das conseqüências das nossas vidas é a morte. E não se refere somente ao ser humano: tudo o que nasce, tudo o que tem vida, um dia morre. Seja o homem, seja o animal, seja mesmo uma simples planta: sempre que houver vida, haverá também morte. Outra inevitável conseqüência é a velhice. E o que é a velhice? Se ainda não sabemos muito bem o que seja a morte, a não ser que é a cessação da vida, a velhice podemos estudar e analisar.

O ser humano nasce, enfrenta as vicissitudes da primeira infância e se vence essa fase inicial, enfrenta a seguinte, do crescimento, do aprendizado, também com os problemas de saúde daí decorrentes e se, de novo vence, torna-se adolescente, com os percalços todos da adolescência, os questionamentos existenciais, os vícios, as tentações do sexo, da ambição, das dúvidas e ainda a necessidade de estudar, aprender e se assumir como adulto. Quando se torna adulto, portanto vencedor das etapas pelas quais passou, amadurece, torna-se responsável não só por si, mas por outros e pelo seu papel e seu lugar no contexto social. Tornou-se assim um campeão de si mesmo. Os anos passam e esse vencedor, à medida em que o tempo passa, mais etapas vai vencendo e se torna um velho. Então tudo que tenha feito, todas as vitórias que tenha alcançado tornam-se irrisão e os estúpidos e medíocres passam a ofendê-lo com o epíteto de velho que deveria ser o título de um vencedor da vida, principalmente se ele chegou a ser velho sem ter aprendido a ser desonesto, nem represente vergonha para a comunidade em que vive. Na verdade, esse velho é um vitorioso e merece respeito e não escárnio. É como as velhas árvores que dão frutos e as quais os estúpidos apedrejam e batem nelas para tirar seus frutos.

Também as pessoas que por muito se esforçarem, por trabalharem e aprenderem e lutarem quando conseguem atingir seus altos objetivos na vida, os medíocres e incautos costumam escarnecer delas, criticá-las e menosprezá-las, porque sabem que não podem atingi-las, nem alcançá-las. Lembram a raposa e as uvas e/ou os moleques que atiram pedras nas árvores que dão frutos. São também conseqüências inevitáveis do sucesso. (Isolina Bresolin Vianna - RG: 3.027.947)