11 de julho de 2026
Economia & Negócios

CPFL pagou R$ 69 milhões em bônus aos consumidores

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) concedeu quase R$ 69 milhões para o pagamento de bônus durante o racionamento. No período de 4 de junho de 2001 a 19 de fevereiro deste ano, cerca de 52% dos consumidores residenciais da Paulista foram beneficiados com o pagamento de bônus, segundo informações da assessoria de imprensa da empresa.

Os bônus foram pagos de acordo com o consumo. Para clientes com gasto de até 100KWh, foram destinados R$ 2,00 para cada R$ 1,00 economizado. Aqueles com meta até 225KWh receberam R$ 1,00 para cada R$ 1,00 economizado.

Os dados se referem aos 260 dias que atingiram os 2,9 milhões de consumidores das 234 cidades atendidas pela CPFL. Em todo o mercado da CPFL, 81% dos clientes conseguiram atingir a meta de redução do consumo de energia elétrica até o dia 19 de fevereiro de 2002. Apenas 19% dos 2,9 milhões de clientes da empresa, segundo a assessoria, deixaram de cumprir o patamar de redução. No total, a CPFL arrecadou quase R$ 36 milhões com o pagamento de acréscimo de tarifa para quem não cumpriu a meta.

Durante o período do racionamento, a CPFL recebeu mais de 310 mil solicitações para a revisão da meta de consumo, representando 11% do total de consumidores da empresa. Mais de 80% dos pedidos foram aceitos pela Paulista.

Entre junho de 2001 e fevereiro deste ano, na média, o mercado da CPFL reduziu o consumo de energia elétrica em 25,24%, o que representa 4.629 GWh. Com essa quantidade de energia seria possível abastecer uma cidade como Campinas por quase dois anos, Ribeirão Preto por quatro anos e Bauru por sete anos, calcula a empresa. Ao longo do período houve momentos de crescimento e de redução na economia, mas o mercado da Paulista nunca esteve abaixo dos 20% exigidos pelo governo.