11 de julho de 2026
Geral

‘A guerra do apagão’ conta história da escassez de energia elétrica no País

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Embora suspenso, o racionamento de energia elétrica continua rondando os consumidores brasileiros. “A guerra do apagão”, lançamento da Editora Senac, conta diversos momentos da história de um desenvolvimento que não houve, levando o Brasil à economia forçada de energia e prejudicando o crescimento econômico. O autor do livro é o jornalista Alex Solnik, segundo informa a assessoria de imprensa do Senac.

“Dos 14 últimos presidentes da República, incluindo Fernando Henrique Cardoso, apenas dois deram impulso à energia em nosso País: Getúlio Vargas, no segundo governo, e Juscelino Kubitschek”, escreve Solnik, na introdução do livro.

O autor parte de uma perspectiva essencialmente crítica, destacando em que medida a economia brasileira é asfixiada pela escassez de energia. “O Brasil tem 65.757 megawatts instalados. Os Estados Unidos têm perto de 600 mil megawatts, ou seja, dez vezes mais. Nossa quantidade de energia é a mesma que a da França, que tem um território equivalente ao de Minas Gerais e metade da nossa população”, destaca o jornalista.

Aspectos da história de como o País chegou na situação que desencadeou o racionamento em 2001 são contados em estilo jornalístico, a partir de entrevistas com diversos personagens importantes do cenário político nacional. A lista é longa e vai do ex-governador Luis Antonio Fleury ao presidente da Agência Nacional do Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, passando por ministros de Sarney, como Aureliano Chaves (Minas e Energia) e Maílson da Nóbrega (Fazenda).

Também há depoimentos de ex-presidentes da Companhia Emergética de São Paulo (Cesp), como José Goldemberg e Antônio Carlos Bonini; do presidente do Grupo Votorantim, Antonio Ermírio de Moraes; Luís Pinguelli Rosa, vice-diretor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro; de Mauro Arce, secretário de Energia de São Paulo e do economista Guido Mantegna.

Além disso, o autor recolheu depoimentos de outras lideranças à imprensa nacional, como Raimundo de Brito, ex-ministro das Minas e Energia de Fernando Henrique Cardoso.

Dada a complexidade da história, o livro se limita a enfocar determinados momentos, embora construa um panorama geral dos fatos mais importantes. Constam, por exemplo, o início da chamada “aventura nuclear” brasileira desde a década de 60 e o nascimento e construção da usina de Itaipu.

“A grandiosidade da usina hidrelétrica de Itaipu, que demorou 15 anos para ser construída e consumiu US$ 20 bilhões, poderia ter sido substituída por várias usinas de menor porte. Porém, em vários pontos do País, o que teria evitado o custo da construção das linhas de transmissão”, analisa o autor. “A dívida da construção de Itaipu está sendo paga por todos os brasileiros. A última parcela está prevista para 2023”, acrescenta.

Serviço

O livro tem 132 páginas, custa $ 20,00 e pode ser encontrado nas livrarias ou encomendado na unidade do Senac em Bauru, que fica na avenida Nações Unidas, 10-22, telefone 227-0702. O endereço eletrônico é bau@sp.senac.br