08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

PAZ NO ORIENTE MÉDIO É POSSÍVEL?

Rubens Colacino
| Tempo de leitura: 2 min

Deus, em sua sabedoria e providência, permite a guerra, quando se torna um mal, inevitável, necessário, para que os ódios e rancores, de ambos os mais lados, se depurem, se esgotem e saiam vitoriosos o perdão e a tolerância, gerando uma paz ansiada, acompanhada por longos períodos de progresso e bem-estar gerais!

No Oriente Médio a guerra - tal qual um duelo entre povos - confrontam-se, de um lado os judeus, como Golias, superior econômica e militarmente, que ataca pesadamente os palestinos, na prática do “olho por olho, dente por dente”, retaliação e vingança próprias de uma cultura que não aceita o Cristo por messias, nem seguem seus ensinamentos de perdão, amor e paz! Os palestinos, por sua vez, como Davi e sua funda, muçulmanos em sua maioria, muitos, nas raias do fanatismo (exemplo repetido no caso dos homens-bomba, que têm a promessa do céu ou paraíso, em gesto de renúncia total e morte violenta), frágeis e praticamente indefesos, tornam-se mártires suicidas...

Assim como o ódio gera ódio, o perdão gera perdão, o amor gera amor! Os que querem realmente a paz, não preparam, nem fazem a guerra, mas as previnem, as desativam, quando em curso, ou as fazem cessar na maior brevidade possível. A guerra só interessa aos que fazem dela uma indústria vil e criminosa, de lesa-humanidade, aos títeres obcecados pelo poder, instigados pela ambição cega e desvairada, por religiosos intolerantes, por iludidas e pretensas “raças superiores”, por genocidas...

Será que o conflito entre palestinos e israelenses, de cunho mais religioso, étnico e cultural, do que político e econômico, só se findará com a dizimação de uma ou de ambas as partes, em confronto fratricida de mútua aniquilação? Ou, em segunda e mais racional e humanitária saída, cessará por pressão internacional e interferência providencial e firme da ONU, através de seu Conselho de Segurança (do qual o Brasil já deveria fazer parte!), refreando e pacificando as partes litigantes, criando-se inclusive o Estado Palestino, autônomo, independente e soberano, arbitrando e policiando toda a região do conflito, em caráter permanente, se preciso. Os árabes, por seu turno, reconheceriam e respeitariam igualmente o Estado de Israel! (Rubens Colacino - RG: 6.360.282)