10 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

ORGANIZAÇÕES NÃO-GOVERNAMENTAIS

Ricardo de Oliveira Rocha
| Tempo de leitura: 2 min

Com o fortalecimento da sociedade civil e maior consciência da cidadania por parte da população, o terceiro setor, representado pelas organizações não-governamentais, as ONG’s, que são associações sem fins lucrativos da sociedade civil, são hoje um grande aglutinador de força social, suprindo, em boa parte, as deficiências do Estado, especialmente nos setores educacional, de assistência social e de proteção ao meio ambiente. Crescem e multiplicam-se de forma acelerada, empregando milhares de pessoas em todo o País e movimentando vultosas quantias de dinheiro.

O Estado, cujo objetivo primordial deveria ser atender às necessidades da população, devido a fatores como a exagerada burocracia; ao lobby exercido por grandes grupos econômicos, que influenciam as decisões políticas na medida de seus interesses, além da própria estrutura político-eleitoral de nosso País, acabaram por transformar o Estado num fim em si mesmo e não num instrumento para melhorar a qualidade de vida da população e suprir suas necessidades básicas.

As ONG’s, nascidas no seio da sociedade civil são um contraponto ao próprio Estado. Com pequenas estruturas desenvolvem projetos de grande relevância e alcance social, demonstrando extrema eficiência em suas ações. Muitas vezes encontram dificuldades devido a obstáculos colocados por setores do próprio Poder Público que vêem nessas organizações uma ameaça ao monopólio político que detêm. Noutras vezes o Poder Público aparece como um importante aliado nas suas ações. No presente momento, um fator importante para as ONG’s é sua independência, tanto financeira quanto política em relação ao Estado, assim como um autocontrole em relação aos seus dirigentes para evitar o uso meramente político, seja de seus membros ou de terceiros ou, ainda, para satisfação de interesses pessoais. Outro ponto é a interrelação entre essas organizações, sendo necessário um maior intercâmbio entre elas para troca de informações, experiências e auxílio mútuo. Desta forma, poderão se desenvolver e continuar desempenhando papel relevante no desenvolvimento do País e na proliferação de idéias, projetos e soluções para nossos problemas. (Ricardo de Oliveira Rocha - OAB/SP 129.360)