08 de julho de 2026
Polícia

Comerciante é morto com 1 tiro na testa na Pousada

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O comerciante Brasilino Rodrigues da Mata, 66 anos, foi morto com um tiro na testa no início da noite de terça-feira, na Pousada da Esperança 2. A polícia trabalha com a hipótese de latrocínio (roubo seguido de assassinato), mas até o fechamento desta edição não havia suspeito do crime. Mata foi a 11.ª pessoa assassinada em Bauru neste ano.

Eram pouco mais de 19 horas quando o comerciante resolveu fechar o bar, localizado na rua Takuju Takenaka, quadra 2. Ele baixava a porta quando dois desconhecidos entraram. Minutos depois, ouviu-se um estampido seguido de barulho de garrafas caindo.

A família do comerciante, que mora ao lado do estabelecimento, correu para ver o que estava acontecendo e deparou-se com o corpo estendido no chão, banhado em sangue. O comerciante foi socorrido por um vizinho, mas ao chegar no atendimento médico, constatou-se que ele estava morto.

O neto do comerciante, de 13 anos, ficou traumatizado com a violência sofrida pelo avô, segundo a mãe dele, Helena da Mata. “Nós moramos ao lado do bar. Meu filho foi o primeiro a chegar no bar e ver o avô com o tiro na testa”, conta.

A dona de casa lembra que pouco antes das 19 horas chegou do posto de saúde. “Eu fui levar meu filho para arrancar um dente. Quando cheguei, meu pai estava sentado no bar. Nós conversamos e eu disse que ia fazer janta”, lembra.

Helena diz que entrou em sua casa e começou a cozinhar. “De repente ouvi um estampido seguido de barulho de garrafas quebrando. Chamei meu filho e mandei ele ir ajudar o avô porque achei que tinha caído algum engradado de bebida”, relata Helena. “Ele voltou chorando e disse: ‘mãe, mataram o meu avô’”, relembra. Helena foi para o bar e viu que o pai estava caído, ao lado da caixa onde ele costumava guardar o dinheiro.

Brasilino da Mata era uma pessoa querida no bairro. Ontem, no velório, os moradores compareceram para dar adeus ao amigo. Os familiares da vítima não se conformam com o crime. Helena quer saber quem e porquê mataram seu pai. “Ele não tinha inimigos. Não gostava de vender fiado para não perder, mas tratava todo mundo bem”, ressalta.

Ela afirma que o pai não tinha dívidas. “Ele comprava e pagava seus fornecedores em dia”, diz. A dona de casa não se conforma com a situação. “Nós somos pobre. Se não trabalhamos, passamos fome. Se trabalhamos, somos mortos pelos ladrões. Onde está a Justiça”? , questiona.