08 de julho de 2026
Esportes

Daré espera corrida difícil

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Phoenix - O brasileiro Aírton Daré nem tentou disfarçar sua ansiedade ao chegar a Phoenix para a disputa da segunda etapa da Indy Racing, que será disputada no próximo domingo, às 18 horas. Essa será a segunda corrida do piloto de Bauru pela equipe de A. J. Foyt, que conhece o oval de uma milha como a palma de sua mão. Em seus tempos de piloto, Foyt venceu quatro corridas e fez uma pole position nessa pista, uma das que impõem mais esforço físico e mental aos concorrentes.

Para Daré, o histórico de Foyt aumenta sua confiança, já que é ele quem comanda o acerto do carro e define a estratégia dos reabastecimentos durante a corrida. “Tivemos muito pouco contato porque o convite para correr por ele veio quase na hora do treino de classificação de Homestead”, lembra ele.

“Mesmo assim, o carro foi o melhor que já guiei e as paradas nos boxes foram planejadas executadas com perfeição. Foi isso que me permitiu estar brigando pelo segundo lugar antes da metade da corrida, e olha que larguei em 21º. Aqui em Phoenix, além de participar de todos os treinos, vou ter um motor novo, com 20 cavalos a mais do que o de Homestead, que era reserva. Vai ser bem melhor”, anima-se.

O piloto de Bauru acredita que essa etapa será bem mais disputada que a de Homestead. “Todo mundo tratou de melhorar os carros depois do show do Sam Hornish Jr. na primeira etapa. Além disso, a equipe Penske conhece bem a pista. O Gil de Ferran e o Hélio Castro Neves correram aqui no ano passado e andaram bem. O Gil largou em quinto e chegou a liderar antes de bater, o Hélio largou em 17º e também liderou antes do motor quebrar”, lembra Daré, que largou em 18º e chegou em 10º, mesmo com o aerofólio quebrado.

Daré aproveitou o dia livre para corrigir detalhes em seu carro. “Não gostei da posição dos pedais nem do cinto de segurança, que exigem precisão milimétrica. As pressões são muito grandes quando se anda perto de 400 quilômetros por hora, um pequeno erro no cinto vira uma tortura. Os pedais também precisam estar na posição exata, já que qualquer hesitação faz um piloto perder tempo. Nada mais que um ou dois décimos de segundo, mas na Indy Racing a disputa é por milésimos”.