07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

DECADÊNCIA

Com a derrota de quarta-feira, no Chile, o Flamengo está praticamente eliminado da Libertadores. A propósito, depois da conquista da Copa dos Campeões, em julho do ano passado, o clube entrou num verdadeiro inferno astral, passando por um dos períodos mais vexatórios de sua história. O sofrimento começou no Campeonato Brasileiro, quando só escapou do rebaixamento na última rodada. Nesta competição o Rubro-Negro jogou 27 vezes, venceu oito, empatou cinco e perdeu 14 vezes. Marcou 25 gols e sofreu 38. Na Copa Mercosul a situação melhorou um pouquinho, pois chegou à decisão, mas não levou a taça. Foram seis vitórias, cinco empates e apenas uma derrota. O time marcou 15 gols e sofreu cinco. Este ano o Fla é motivo de chacota no Torneio Rio-São Paulo. Em nove jogos tem uma vitória, dois empates e seis derrotas. Marcou 19 gols e sofreu 28. Vexame também na Libertadores: uma vitória, um empate e três derrotas. O Rubro-Negro marcou seis gols e sofreu sete. Ao longo de todo o período o Flamengo jogou 53 vezes, venceu apenas 16, empatou 13 e perdeu 24 partidas. Marcou 65 gols e sofreu 78. Com esses números fica claro que o ataque rubro-negro funcionou, mas a defesa foi uma verdadeira peneira. Agora o decadente Flamengo volta suas vistas para o desacreditado Campeonato Estadual, o Caixão 2002.

GOSTO AMARGO

Após um ótimo primeiro tempo, o Corinthians vacilou na segunda etapa e deixou escapar a vitória. O empate em 2 a 2 com o Cruzeiro teve um gosto amargo para o time de Parreira, que agora precisa vencer no Mineirão, para ficar com a vaga. Ao Cruzeiro basta um empate de 1 a 1 ou 0 a 0 para passar às quartas-de-final da Copa do Brasil. O jogo de quarta-feira à noite, no Morumbi, marcou o reencontro dos baianos Vampeta e Edílson, e foi “arretado”, do começo ao fim.

PODE VOLTAR

Edílson falou sobre um possível retorno ao Corinthians, clube que deixou após se envolver em confusão com os torcedores. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o Capetinha disse que gostaria de voltar um dia a jogar com a camisa do Timão. O atacante, que deve disputar a Copa do Mundo, tem seus direitos federativos ligados ao Corinthians.

DIPLOMACIA

Kaká evitou polêmicas com o Palmeiras, futuro adversário do São Paulo. Ao ser questionado sobre o ciúme de alguns jogadores da equipe vizinha em relação à atenção que o Tricolor está tendo da imprensa, o meia foi direto: “Tenho que parabenizar o Palmeiras, o time não está na liderança por acaso. Mas a gente não tem culpa se estão falando no nosso time agora” - disse Kaká. Preocupado com o assunto, o técnico Vanderlei Luxemburgo orientou seus jogadores a pensar somente na Portuguesa e não dar declarações sobre o time do Morumbi.

PISOU NA BOLA

Washington pode ter dado um passo para trás em sua tentativa de ir ao Mundial, ao se envolver em uma confusão com um dos auxiliares do jogo entre sua equipe, a Ponte Preta, e o Juventude pela Copa do Brasil, quando teve um gol anulado. O coordenador técnico da Seleção, Antônio Lopes, reprovou a atitude do atacante, que realmente pisou na bola.

CLUBES X ATLETAS

A criação do Comitê de Resolução de Litígios, normatizada por uma Resolução de Diretoria da CBF, não irá mudar a situação de disputa entre alguns clubes e jogadores. Essa pelo menos é a aposta da advogada Gislaine Nunes, que recentemente conseguiu na Justiça a quebra do contrato do atacante Luizão com o Corinthians por atraso no pagamento dos salários do jogador. Segundo a advogada bauruense, a CBF, por ser uma entidade privada, não pode ingerir em decisões da Justiça. Com a criação do Comitê, todas as disputas entre jogadores e clubes deverão antes passar pelo órgão, que determinará à CBF qual procedimento tomar.

MEDROSO

“Não tenha medo amigo/O medo é o seu maior inimigo” - feliz trecho de um samba de Martinho de Vila. Se o Noroeste não fosse tão defensivo em Sertãozinho, poderia estar curtindo hoje a vice-liderança da Série A-3.

FOLGAS E CERVEJA

Após uma seqüência de três jogos sem vitória, Cilinho não resistiu às pressões e acabou demitido do América-SP. De acordo com o site oficial do clube de São José do Rio Preto, a diretoria estava descontente com algumas regalias que Cilinho concedia ao elenco, como o excesso de folgas e a liberação do consumo de cerveja. Oficialmente, no entanto, a versão dada à imprensa foi outra. Os gastos com a comissão técnica correspondiam a 28% da folha salarial do América (R$ 220 mil mensais). “Precisávamos reduzir os gastos” – explicou o diretor Geraldo Prado.