Nos próximos dias, a Direção Regional de Saúde (DIR) 10 começará a atender as crianças que estão na fila de espera da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para passar por consulta com médico oftalmologista. O objetivo é fazer testes de acuidade visual em alunos que estão com dificuldades de aprendizado por problemas de visão. Até ontem, quinta-feira, havia 203 pessoas na fila de espera.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Eliane Fetter Telles Nunes, apenas dois oftalmologistas atendem no centro de saúde 1 e sempre houve demanda reprimida. “Quando eu assumi a secretaria, a fila de espera era de 1.000 criançasâ€, afirma.
O diagnóstico inicial é feito pelas professoras da rede municipal de ensino, que encaminham seus alunos para consulta médica. A procura no centro de saúde 1 é de 10 a 12 crianças por dia, em média.
Na última quarta-feira, foi realizada uma reunião entre representantes da SMS e da DIR-10 com o promotor de Justiça, Lucas Pimentel, da área da Infância e da Juventude. Na ocasião, o diretor da DIR-10, Affonso Viviani, informou sobre a disponibilidade dos oftalmologistas do Ambulatório de Especialidades, que não têm demanda reprimida. A análise sobre a possibilidade de atender uma demanda extra foi feita no ano passado.
Viviani espera que em 90 dias a fila de espera atual do Município seja atendida. Ele afirmou que o Ambulatório de Especialidades enfrenta problema de espera em outras especialidades, as quais preferiu não relacionar. “Estamos realizando um estudo para diagnosticar com mais exatidão esse problemaâ€, observou.
Eliane diz, ainda, que não existem planos para contratação de médicos oftalmologistas já que o Município é responsável apenas pelo atendimento básico.
O problema foi levado ao Ministério Público após uma denúncia do deputado estadual Pedro Tobias, que gerou a instauração de um inquérito pelo promotor Pimentel. Ele se propôs a apurar o fato e encontrar uma solução. “O problema está resolvido. O Município vai nominar as crianças e os oftalmologistas da DIR-10 farão o atendimentoâ€, ressaltou Pimentel.