O secretário de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social, Nelson Guimarães Proença, admitiu sexta-feira, em Bauru, que a verba do governo para atender o setor de assistência social é insuficiente diante da demanda.
Ele participou de um encontro com 41 prefeitos da região de Bauru para discutir o intercâmbio de informações sobre as realidades locais e as diretrizes políticas desenvolvidas pela sua pasta.
O prefeito Nilson Costa (PPS), o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) e o vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) prestigiaram o evento. Proença reconhece que nem mesmo o Governo do Estado aumentado o orçamento da secretaria neste ano conseguirá atender a demanda de serviços e necessidades da área de assistência social.
“As reclamações procedem. A população a ser assistida é imensa. Se todo o orçamento do Estado, da República, fosse posto só no atendimento direto às entidades assistenciais, ainda seria poucoâ€.
O secretário cita como exemplo a experiência que o Governo do Estado tem com programas que atendem crianças e jovens.
“Nós temos um programa de apoio à criança e a adolescente que dá cobertura a 55 mil jovens entre 7 e 15 anos. Com o apoio das prefeituras, são mais 110 mil vagas. Ao todo são 165 mil jovens. Acontece que no Estado nós temos 5 milhões de jovens nessa faixa etária.â€
Ele avalia que as demandas são sempre maiores do que os recursos. De janeiro deste ano até o momento, a secretaria já liberou cerca de R$ 130 mil em verbas para atender a assistência social em Bauru. A expectativa é de que até o final do ano o montante atinja a casa dos R$ 300 mil.
O secretário informa que o orçamento da pasta para este ano é de R$ 153 milhões, dos quais R$ 140 milhões voltados exclusivamente para as ações sociais.
Proença explica que o orçamento da secretaria aumenta ano a ano. “Em relação ao ano passado, nosso orçamento cresceu 10%, compensando a inflação.â€
Campanha
O secretário evitou comentar sobre as eleições de outubro deste ano. Segundo ele, o próprio governador do Estado, Geraldo Alckmin, está dando o exemplo ao afirmar que a campanha só começa a partir de julho.
“O governador tem sido uma exceção à regra no País. Ele se recusa a discutir campanha eleitoral antes que o processo esteja oficialmente aberto. Ele tem insistido muito que a hora é de administrar e não de se fazer campanha.â€
Proença acha que Alckmin tem razão. “Se o último ano de cada mandato for dedicado exclusivamente ao processo eleitoral, deixa-se de ter mandato de quatro anos e passaremos a ter de três.â€