10 de julho de 2026
Política

Sindicalista defende a intervenção

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 1 min

O coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviários de Bauru, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Roque Ferreira, defende a intervenção do Governo Federal na Ferrovia Novoeste S/A.

Mas ele vai mais longe: “O governo precisa intervir em todo o sistema ferroviário nacional.” O sindicalista diz que já é ponto pacífico que o processo de privatização das ferrovias foi um erro.

“Não houve um parâmetro técnico. O governo precisava dar curso a uma decisão de natureza política de fora para dentro.” Ferreira conta que o desenho atual da malha ferroviária brasileira, após sete anos de privatização, é um desastre.

“Na época da privatização, o País tinha 29 mil quilômetros de ferrovias. Hoje, são cerca de 19 mil quilômetros. A participação da ferrovia na matriz de transporte caiu de 21% para 18,9%”, denuncia.

O sindicalista explica que o sistema ferroviário nacional é dominado por apenas três megagrupos, que formam um cartel: Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), América Latina Logística (ALL) e Brasil Ferrovias S/A.

Ele defende que as ferrovias sejam reestatizadas e se inicie um estudo para viabilizar um plano nacional de viação. “O Governo Federal foi irresponsável ao privatizar as operadoras ferroviárias. Hoje, há uma briga de gato e rato entre o governo e as empresas. É preciso abrir um processo de renegociação sério com as operadoras.”