07 de julho de 2026
Geral

Dise implanta projeto contra drogas

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

“O saber sem drogas” é o título provisório de um projeto desenvolvido pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), que será colocado em prática em quatro escolas públicas de Bauru, inicialmente.

O objetivo do projeto é oferecer tratamento psicológico e amparo social aos alunos envolvidos com substâncias entorpecentes. Promover atividades preventivas em relação à saúde e dar suporte aos professores visando melhores condições de trabalho.

A prevenção é um dos “braços” da Dise. A atividade principal é a repressão e o combate ao narcotráfico, explica o delegado José Henrique Gomes dos Santos. “A prevenção já é feita através de outro projeto desenvolvido junto às empresas públicas. Fazemos palestras de prevenção e orientação.”

Para desenvolver o plano “O saber sem Drogas”, a Dise firmou parcerias com a Instituição Toledo de Ensino (ITE), Universidade do Sagrado Coração (USC) e Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (Centrinho), da Universidade de São Paulo (USP), e Diretoria de Ensino da Região de Bauru.

As parcerias vão permitir que estagiários de várias áreas atuem no apoio e na prevenção do dependente de drogas. “Vamos orientar os professores para que eles sejam multiplicadores de informações e saibam lidar com os dependentes dentro da sala de aula, tornando o ambiente mais saudável.”

Na prática, segundo o delegado, o projeto vai funcionar da seguinte maneira. “Os professores e diretores vão detectar o problema ou os focos do problema. As estudantes de Psicologia e de Serviço Social ficarão incumbidas de ajudar o estudante a se livrar da dependência.”

A família do dependente também será tratada pelo projeto. “Os familiares serão orientados pelos profissionais envolvidos no trabalho”, explica o delegado.

A saúde bucal e a constatação da necessidade de tratamento de possíveis doenças será um trabalho desenvolvido por profissionais do Centrinho.

Projeto piloto

Das 49 escolas estaduais existentes na cidade, quatro foram escolhidas para acolher o projeto piloto, segundo o delegado da Dise. “O plano poderá ser estendido”, ressalta.

Na opinião dele, num primeiro momento, os estagiários de psicologia direcionarão o trabalho, visando conscientizar o aluno a receber e aceitar o tratamento. “Com a aceitação do aluno, poderá ser iniciado o tratamento que poderá ser desenvolvido na própria escola ou, se necessário, na universidade”, preve.

Proposta abrangente

Na opinião do dirigente regional de ensino, professor Jair Sanches Vieira, a proposta da polícia Civil é abrangente e pode apresentar um resultado positivo. “O projeto é mais amplo do que uma simples palestra. Ele abrange, inclusive a família do estudante”, destaca.

O professor acredita que, ainda no primeiro semestre deste ano, o projeto seja implantado nas quatro escolas escolhidas. “Das 49 escolas, quatro foram escolhidas por aglutinar, além dos alunos daquele bairro, uma população vinda de outros”, afirma.

De acordo com ele, as escolas escolhidas foram; Luiz Castanho de Almeida, na Vila Falcão; Durval Guedes, no Jardim Ouro Verde; Francisco Alves Brizola, no Geisel e Walter Barreto, no Núcleo Octávio Rasi. “Indicamos essas escolas porque elas agregam uma população externa. Jovens que ficam na porta das escolas”, revela.

O projeto será expandido, promete o professor. “A proposta é ampliar. Vamos começar com um grupo menor e, posteriormente, vamos estender a outras escolas. As quatro escolas escolhidas é onde os professores têm mais disponibilidade para este trabalho.”

A proposta, segundo Sanches é atingir os alunos de 5 a 8ª séries. “O Saber Sem Drogas” será desenvolvido em quatro etapas. Na primeira, os policiais civis vão orientar os professores e funcionários das escolas a detectarem o problema. Identificar o usuário de drogas.”

Na segunda fase, os professores e funcionários vão dizer a este aluno que estão dispostos a ajudá-lo. “Vamos dizer a eles que estamos aqui e que podemos ajudá-lo.” Na terceira fase, os estagiários estarão se apresentando para a família do estudante e mostrando que há possibilidade de mudanças.” Por último, serão desenvolvidas palestras de prevenção ao uso de entorpecente.