A gerente executiva da agência do INSS-Bauru, Maria Lúcia Custódio Alves Pfeifer, enfatiza o fato de muitas pessoas não encararem a instituição como uma seguradora. Nesse sentido, ela conta um caso favorável de um benefício concedido à família de um mototaxista falecido após envolver-se em um acidente na cidade. “Ele estava desempregado em carteira há três meses, mas a família teve direito à pensão porque nesse caso o segurado, mesmo tendo terminado de pagar, ainda tinha direito ao chamado período de graça de um ano. Qual seguradora oferece isso, além de todo nosso elenco de benefícios?â€, questiona ela.
A gerente destaca, ainda, outros exemplos de benefícios disponibilizados pela instituição. Ela cita que uma dona de casa pode, a título facultativo, pagar a Previdência para seus filhos. “Conhecemos pessoas que pagam dessa forma a Previdência para seus filhos. Certa vez, um estudante universitário que não trabalhava, cuja mãe pagava a Previdência como facultativo, teve um derrame. Desde então, ele recebe um auxílio-doença que pode levá-lo até a aposentar-se por invalidez.â€
Para Josué Lopes Moreira Filho, chefe da seção de Controle de Qualidade de Atendimento, a preocupação principal do INSS não é simplesmente fazer os trabalhadores contribuirem, e sim conscientizá-los de que é necessário pensar no seu futuro. “Além de participar de todo o bolo de arrecadação, eles também estarão preparando uma carteira de aposentadoria que precisarão no futuroâ€, frisa ele.