11 de julho de 2026
Economia & Negócios

HABITAÇÃO FINANCIADA: BOM OU MAU NEGÓCIO?

Ronaldo L. de Oliveira
| Tempo de leitura: 1 min

O caderno de Economia do JC do dia 3/3 traz em sua primeira página uma matéria na qual os entrevistados afirmam que as pessoas que buscam crédito para a construção da casa própria não deveriam fazê-lo, pois as opções de financiamento disponíveis no mercado não são vantajosas.

Embora respeite a opinião dos profissionais entrevistados, me reservo o direito de discordar do ponto de vista apresentado. Embora a grande maioria dos planos de financiamento disponíveis no mercado trabalhe com taxas de juros de no mínimo 50% ao ano e nestas condições deva realmente ser evitada a todo custo, gostaria de salientar que a Caixa Econômica Federal oferece para a população de baixa renda (até 12 salários mínimos) a opção de financiamento com juros de 6% ao ano (Carta de Crédito Individual), com possibilidade de abater do montante a ser financiado recursos do FGTS. Além disso, se o mutuário optar pelo sistema Sacre (Sistema de Amortização Crescente), pelo período de contrato (prazo máximo de 300 meses), a prestação não será reajustada, ao contrário, apresentará reduções graduais. Vale salientar que nesta modalidade também não haverá montante residual, que costuma ser o grande vilão dos demais tipos de financiamentos.

Portanto, deixamos a seguinte pergunta: é mais salutar num mesmo período de vigência pagar um valor de aluguel similar a parcela do financiamento, valor este que o locatário jamais recuperará, pois o dinheiro vai para o bolso do locador, ou pagar as parcelas de um financiamento que após a quitação do contrato o mutuário terá realizado o sonho da casa própria, obtendo um imóvel em seu nome? Entre pagar aluguel ou um financiamento nas condições acima descritas, a segunda opção é sem dúvida mais vantajosa... (Ronaldo L. de Oliveira - RG: 18.479.846)