O Bosque Comunitário do Núcleo Geisel foi reformado, há cerca de oito meses, quando a associação de moradores do bairro decidiu assumir a manutenção do local. A parceria pareceu dar certo inicialmente e o local está limpo e organizado, mas moradores usuários do espaço reclamam da insegurança.
“Quando foi arrumado, tinha bastante brinquedo para as crianças. Agora, já sumiram o gira-gira, dois balanços, um escorregador está quebrado, o banheiro foi destruído, tem gente usando o bebedouro para dar água para cachorro e ninguém ligaâ€, reclama a dona de casa Gislaine Cássia Ferreira.
Ela conta que leva as crianças ao bosque sempre que pode, mas toma cuidado para só freqüentar o lugar nos horários em que há outras mães por perto. “Quando só tem homens, a gente fica com medo. Eles fumam droga, brigam ou correm da polícia e sobra para a gente. Tem alguns que entram de moto aqui. A gente vem com a criança para andar de bicicleta e tem que ficar junto, porque eles podem aparecer com a moto e a gente tem medo de machucar os meninosâ€, comenta.
Outra moradora, Helena Alves Medeiros, defende a colocação de vigias no local. “Porque se não cuidar, vai acabar. E são adultos que destróem, porque criança não arranca brinquedos do chãoâ€, observa.
O titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Luiz Pires, alega que a situação estava infinitamente pior antes da associação de moradores assumir a manutenção do local. Ele conta que o bosque do Parque União, por exemplo, tornou-se um depósito de entulho. “Recentemente, nós retiramos mais de 30 caminhões de sujeira lá de dentro. Pouco tempo depois, já estava cheio de lixo de novo. E não são os moradores de Agudos ou Duartina que vêm sujar. São os próprios vizinhos que fazem issoâ€, afirma.