Um novo impasse entre o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial no Estado de São Paulo (Apeoesp) e a Secretaria Estadual da Educação pode resultar em greve. A categoria, que está em campanha salarial, apresentou suas reivindicações mas não entrou em acordo com a titular da pasta, Rose Neubauer. Uma assembléia marcada para hoje, na Capital, decidirá o posicionamento dos professores.
A informação é da conselheira estadual da Apeoesp/Bauru, Susi da Silva, que participou de uma reunião realizada no último dia 14 - juntamente com outras entidades do magistério - com representantes da Secretaria Estadual da Educação, para discutir as reivindicações da categoria.
De acordo com ela, a pauta apresentada solicita a incorporação imediata das gratificações e conseqüente extensão aos aposentados; aumento salarial baseado em piso emergencial de cinco salários mínimos; política salarial única para todos, da ativa e aposentados; garantia dos direitos previstos no Plano de Carreira e no Estatuto do Magistério, entre outras reivindicações.
“Na reunião do dia 14, a assessoria da Secretaria da Educação disse que seria elaborado um calendário, a ser publicado nos próximos dias, baseado nas reivindicações apresentadas. Mas isso não ocorreu até agora. Por esse motivo, na assembléia desta quinta-feira, que já estava agendada antes dessa reunião, decidiremos se será deflagrada greve, ou nãoâ€, observa Susi.
Ela acrescenta que os professores que estiverem em São Paulo hoje também participarão do protesto contra o projeto de flexibilização da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que na Capital está marcado para as 16 horas.