11 de julho de 2026
Cultura

Cláudio Zoli faz show de soul hoje no Sesc Bauru

Fabiano Alcântara
| Tempo de leitura: 2 min

Sucesso nos anos 80, com hits do naipe de “Noite do Prazer” e “À Francesa”, o cantor e compositor Cláudio Zoli está de volta aos holofotes para mostrar porque é chamado de “príncipe da soul music brasileira”.

Hoje, no Sesc Bauru, às 21h, ele apresenta o show baseado no seu álbum mais recente “Na Pista”. O trabalho reúne uma compilação dos maiores sucessos do músico, que andou sumido e voltou com o “renascimento” da soul music e do funk brasileiro.

Influenciado por Cassiano e Tim Maia, Zoli deve mostrar no show as músicas que gravou de seus ídolos no trabalho mais recente. “Férias”, parceria de Cassiano e Índio e “Gostava Tanto de Você”, de Tim Maia.

Em relação ao hit de Tim, um tanto conhecido, Zoli justifica sua escolha. “Eu quase sempre toco essa música em meus shows e a resposta do público é sempre positiva. Seria impossível não regravar essa faixa do Tim Maia em um álbum que conta a minha trajetória, afirma o cantor no texto de divulgação do show.

Completam o repertório, “Felicidade Urgente”, “Noite do Prazer”, “À Francesa”, que marcou a carreira de Marina e “Linha do Equador”, famosa na voz de Djavan.

Pagode x funk

Coincidência ou não, a valorização do soul e do funk brasileiros pelo público é um fenômeno que cresce na proporção inversa à atenção dispensada ao pagode.

Pelo que parece, a música negra contemporânea tem seu espaço na indústria do entretenimento, mas ele é limitado.

Daí, a importância do reconhecimento da Banda Black Rio, Tim Maia, Cassiano, Jorge Ben (Jor), Sandra de Sá, Wilson Simonal e outros. E de seus “herdeiros”, Clube do Balanço, Funk Como Le Gusta, Paula Lima, Max de Castro, Simoninha, Luciana Mello, Jairzinho, Max Viana, Seu Jorge.

O mérito de Zoli é ser uma espécie de ponte entre essas gerações. Mais que um príncipe, ele é um resistente.

Afinal, a música negra brasileira feita com guitarras até hoje é vista injustamente como “americanizada” por alguns críticos mais nacionalistas. Eles esquecem, ou preferem ignorar, que funk, soul e samba têm a mesma origem. E o mesmo objetivo. Fazer dançar.

Serviço

Cláudio Zoli e banda. Hoje, às 21h, no Sesc Bauru. Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00 (matriculados, estudantes com comprovante e pessoas acima de 65 anos). Avenida Aureliano Cardia, 6-71. Informações: (14) 235-1750.