Depois do festival de fantasia do Carnaval, neste ano temos o outro festival: o da fantasia da “democraciaâ€, só porque alguém vota, e alguém é votado; desde a proclamação da República no Brasil, esse festival da fantasia da democracia vem sendo seguido firme, porque nada melhor nem maior do que o candidato à gestão pública, se eleito, e mais ainda, reeleito, fazendo disto a melhor das carreiras, renda polpuda aumentando sempre, olhos fixos no Orçamento do Estado, ou União, com a verba destinada para os municípios indo para seus bolsos, sem contar outras benesses do dinheiro e poder públicos.
Aí está o Brasil de hoje. Um espelho fiel da “democracia†do seu maior carrasco que tem estátua-homenagem em Brasília, Juscelino Kubitschek, das “Diretas Já†dos Ulysses Guimarães da Constituinte de 1988 com seus “direitos humanos†a todo vapor, fazendo o que quer, trazendo mais padecimentos e lágrimas, e uma dívida pública de 685 bilhões no presente, as eternas dívidas públicas do Brasil; que calamidade! Um país tão grande, terras imensas, um potencial de riqueza e valores incalculáveis por cima e por baixo da terra, mas sempre enganado e surrupiado!
Um revoltado que se tornou ladrão, há oito anos assaltando bancos e carros-fortes, sendo preso e fugindo novamente, na sua mais recente prisão, perguntado pela repórter da Globo se não estava arrependido da vida que levava, assim respondeu para a perplexa repórter: “Arrependido, eu?! Deputado rouba, senador rouba, governo rouba, até Lalau rouba. Pergunta para eles se estão arrependidos.†Esse ladrão tem o apelido de “Patetaâ€. Só apelido. Porque, na verdade, foi “patéticoâ€, autêntico. (Dib Mereb - RG: 8.510.805)