A administração do Centrinho/USP também participou da reunião de ontem. O diretor da Faculdade de Odontologia, Aymar Pavarini, e o superintendente do Centrinho, José Alberto de Souza Freitas, defenderam a inclusão de programas na área de saúde para crianças e, sobretudo, a inclusão de verba orçamentária para a conclusão do Hospital Universirário da USP-Bauru. José Alberto prevê que sejam necessários mais R$ 14 milhões para o término da obra, que já recebeu R$ 25 milhões.
O superintendente conta que o Centrinho tem urgência no término do hospital. “Nós não temos vagas e muitas crianças chegam ao falecimento porque não temos vagas para atender no hospital. Isso para o corpo técnico é muito doído, assim como para a família. Saber que não existe espaço físico para o tratamento. E o hospital e a USP atendem pessoas de todo o País. Nós solicitamos verba no orçamento para o término do hospital independente do ICMS repassado para a faculdadeâ€, menciona.
Os representantes da USP também reivindicam a inclusão de programa de combate à mal-formações em crianças junto à Divisão Regional de Saúde (DIR-10) e ação contra a surdez em bebês. “Nossas propostas não afetam a conclusão do Hospital Regional nem a divisão de verbas para a saúde junto aos municípios que compõem a DIR-10. Nós queremos fazer nos 39 municípios que cobrem a DIR-10 o diagnóstico de surdez precoce nas maternidades. O custo seria extremamente baixo e o programa é muito importante nessa áreaâ€, defende.
Segundo Freitas, de cada 600 crianças que nascem por ano em Bauru, pelo menos duas apresentam problemas de surdez. “Imagine nós prevenirmos isso em 39 municípios. É um programa de alto significado social e humano e dará oportunidade que nossos profissionais sejam especializados nesse problema de saúdeâ€, explica.
O Centrinho também pede plano para o diagnóstico pré-natal, através do ultra-som. “As mães começam a sofrer na gestação quando percebem que os filhos vão nascer mal-formados. Há um crescimento no número de mães entre 10 e 19 anos que têm filhos com problemas. Nós defendemos o término de uma ala específica para esse fim na Maternidade Santa Isabel e a adoção de programa de assistência e ação médica para essas mães, com a transferência para UTI se for necessárioâ€, comenta. A cada 17 minutos nasce uma criança filha de adolescente no Brasil. “São meninas-mães de baixa escolaridade, de baixa renda e que buscam por diversas maneiras o aborto. Daí o aumento dos bebês com mal-formaçõesâ€, completa Freitas.