10 de julho de 2026
Política

USP pede verba para conclusão do hospital e ação contra surdez

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

A administração do Centrinho/USP também participou da reunião de ontem. O diretor da Faculdade de Odontologia, Aymar Pavarini, e o superintendente do Centrinho, José Alberto de Souza Freitas, defenderam a inclusão de programas na área de saúde para crianças e, sobretudo, a inclusão de verba orçamentária para a conclusão do Hospital Universirário da USP-Bauru. José Alberto prevê que sejam necessários mais R$ 14 milhões para o término da obra, que já recebeu R$ 25 milhões.

O superintendente conta que o Centrinho tem urgência no término do hospital. “Nós não temos vagas e muitas crianças chegam ao falecimento porque não temos vagas para atender no hospital. Isso para o corpo técnico é muito doído, assim como para a família. Saber que não existe espaço físico para o tratamento. E o hospital e a USP atendem pessoas de todo o País. Nós solicitamos verba no orçamento para o término do hospital independente do ICMS repassado para a faculdade”, menciona.

Os representantes da USP também reivindicam a inclusão de programa de combate à mal-formações em crianças junto à Divisão Regional de Saúde (DIR-10) e ação contra a surdez em bebês. “Nossas propostas não afetam a conclusão do Hospital Regional nem a divisão de verbas para a saúde junto aos municípios que compõem a DIR-10. Nós queremos fazer nos 39 municípios que cobrem a DIR-10 o diagnóstico de surdez precoce nas maternidades. O custo seria extremamente baixo e o programa é muito importante nessa área”, defende.

Segundo Freitas, de cada 600 crianças que nascem por ano em Bauru, pelo menos duas apresentam problemas de surdez. “Imagine nós prevenirmos isso em 39 municípios. É um programa de alto significado social e humano e dará oportunidade que nossos profissionais sejam especializados nesse problema de saúde”, explica.

O Centrinho também pede plano para o diagnóstico pré-natal, através do ultra-som. “As mães começam a sofrer na gestação quando percebem que os filhos vão nascer mal-formados. Há um crescimento no número de mães entre 10 e 19 anos que têm filhos com problemas. Nós defendemos o término de uma ala específica para esse fim na Maternidade Santa Isabel e a adoção de programa de assistência e ação médica para essas mães, com a transferência para UTI se for necessário”, comenta. A cada 17 minutos nasce uma criança filha de adolescente no Brasil. “São meninas-mães de baixa escolaridade, de baixa renda e que buscam por diversas maneiras o aborto. Daí o aumento dos bebês com mal-formações”, completa Freitas.