08 de julho de 2026
JC Criança

Cantar sem abusar

Roberta Mathias
| Tempo de leitura: 1 min

Soltar a voz no chuveiro, na escola ou mesmo usando um aparelho de videokê pode ser uma excelente atividade para o corpo e para a mente. Já diz o ditado popular: “quem canta os males espanta”. O que muitas pessoas desconhecem são os danos causados pelo mau uso da voz. A criança corre mais riscos, pois sua voz ainda está em formação.

A explicação é fornecida pela professora de técnica vocal e solista do Coral Arte Viva, Meiri Brito, 36 anos. Especializada em aulas de técnica vocal, ela informa que muitas pessoas, grandes e pequenas, não sabem usar adequadamente seu aparelho fonatório (nome bonito, não?).

â€œÉ preciso ter em mente que nossas pregas vocais (as populares cordas) são músculos e devem ser aquecidos antes de serem usados”, explica. Meiri faz a comparação com um jogador de futebol: “Antes do jogo ou de um treinamento, o atleta precisa fazer alongamento dos músculos, a mesma coisa deve ser feita antes de cantar.”

Em seu trabalho, ela já encontrou várias pessoas que apresentavam os sintomas de mau uso da voz. “Eu encaminho para um otorrinolaringologista, que irá fazer um exame para diagnosticar o caso de cada um. O tratamento, normalmente, é baseado em sessões de fonoaudiologia.”

Depois do primeiro susto, as pessoas costumam ficar mais cuidadosas ao cantar e gritar. “Com técnicas simples, exercícios e trabalhando a respiração é possível manter a saúde de suas pregas vocais.” Por isso, ela orienta as crianças e os adultos para que tratem com mais carinho e respeito sua voz.

â€œÉ comum as crianças gritarem em jogos de futebol ou mesmo competir para ver quem canta mais alto, alcançando vozes como da Sandy, Zezé di Camargo, Chitãozinho e Xororó. Isso é perigoso, pois pode ocorrer uma fenda nas pregas musculares e até a formação de nódulos.”