Levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) em São Paulo aponta que as tarifas telefônicas foram as campeãs de alta no governo Fernando Henrique Cardoso.
O aumento foi tão exorbitante que superou em seis vezes a inflação. Segundo a coordenadora do Índice de Custo de Vida do Dieese, Cornélia Nogueira Porto, enquanto a inflação acumulada de janeiro de 1995 a fevereiro de 2002 foi de 94,3%, as tarifas telefônicas, cujos preços são administrados pelo governo, subiram 525,6% no mesmo período. “Avaliamos especialmente os valores dos pulsos e das taxas de assinaturasâ€, explica ela.
O estudo do Dieese calculou, além do setor da telefonia, o que também mais subiu durante a administração FHC. Em todos os quesitos, as altas avaliadas também superaram a inflação. O botijão de gás, que aparece em segundo lugar, registrou alta de 400,6%, seguido pelas tarifas públicas, com 241%. Na seqüência aparecem o trem (189,8%), a gasolina (186,8%), o transporte coletivo (182,9%), a água (180,7%) e a energia elétrica (134,2%). A inflação aparece em último lugar.