O comerciante Osvaldo José Soares, 48 anos, mora desde os sete na Vila Independência. Dono de um bar, ele lembra que, na sua infância, o bairro não tinha eletricidade e era chamado de “morro do queroseneâ€.
“O bairro aqui tinha quatro, cinco casas, no máximo. O resto não era nada, era só matoâ€, relembra.
Para Soares, que participou da pesquisa fazendo fotos da cidade, como o bairro é antigo, todo mundo se conhece. “Se eu descer sete, oito quadras da rua que eu moro, eu cumprimento 50 pessoas.â€
Apesar de dizer que o bairro não é bom para o comércio, ele admite que não mudaria de lá por nada. “Eu falo para todo mundo que o Brasil é o melhor país do mundo, São Paulo o melhor estado, Bauru a melhor cidade e a Vila Independência a melhor vila de Bauru. Eu não tenho a menor vontade de sair daqui. Eu adoro isto aquiâ€, revela.
Em relação às coisas que faltam no bairro, ele cobra um posto de saúde. “Quando a gente tem um problema médico, precisamos ir até o Centro ou à Vila Ipirangaâ€, protesta.
O comerciante também reclama da rua Prefeito Alves de Lima, que foi fechada. “Essa rua começa na Sanbra e teria que acabar na avenida Castelo Branco. E uma quadra antes da avenida, ela foi interrompida. Na época, fizeram até um abaixo-assinado no bairro. As pessoas que descem do ônibus, que faz ponto final a uma quadra da avenida, têm que se deslocar para chegar na Castelo Brancoâ€, conta.