09 de julho de 2026
Bairros

"Forasteiros" adotam Bauru

Fabiano Alcântara
| Tempo de leitura: 1 min

Uma pesquisa de doutorado da professora Lúcia Helena Sant’Agostino, aprovada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP), revela que Bauru não é mais um chão-de-passagem - tema da tese de mestrado da mesma pesquisadora há mais de sete anos.

Segundo o trabalho, a fixação de “forasteiros” e de gente que nasceu em Bauru está crescendo. A tese também mostra que Bauru é uma cidade fragmentada, com modos de vidas e pensamentos distintos.

Para Lúcia Helena, a pesquisa comprova que a população tem capacidade para fazer críticas sobre o espaço em que vive e que ela deveria ser ouvida para contribuir com o planejamento urbano. O trabalho foi realizado com a ajuda de 77 moradores da cidade, que tiraram 1.000 fotografias para a tese.

A transformação

“Como foi detectado na pesquisa do mestrado, Bauru teve por muito tempo cristalizada a imagem de ser mero chão-de-passagem, justificada pelo descompromisso das classes dominantes com a cidade desde o tempo de sua fundação e consolidada no período de metrópole noroestina. Apesar das tentativas de superar essa imagem, a partir da década de 30, com as mudanças infra-estruturais e as novas imagens/slogans criados, ‘Capital da Terra Branca’ e depois ‘Cidade Sem Limites’, nos intrigava se o perfil de chão-de-passagem teria se alterado ou não, quando a cidade se desenhou como ‘metrópole regional de comércio e serviços’ e, além disso, passou a sofrer os impactos da globalização.’

Trecho da apresentação oral de “Rumo ao Concreto”