09 de julho de 2026
Polícia

Doméstica é estuprada na Vila Aviação

Por Rita de C. C. | Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Uma moradora de Agudos, que trabalha em Bauru como empregada doméstica, foi estuprada na manhã de ontem na Vila Aviação, Zona Sul da cidade. Ela foi arrastada para um matagal e subjulgada por um homem moreno quando chegava para trabalhar, por volta das 6h30. Este é o segundo estupro registrado pela polícia neste ano na mesma região, mas moradores afirmam que o número de mulheres atacadas é muito maior.

Há menos de 15 dias, Ângela Regina Tubaldini, que mora na Vila Aviação, ajudou uma moça, também empregada doméstica, que conseguiu fugir após ter sido despida por um homem. “A moça, só de calcinha, pulou a cerca dos fundos do meu quintal gritando por socorro. Desesperada, ela se arranhou toda na cerca-verde”, conta. Há suspeita de que o autor dos estupros seja o mesmo.

O horário considerado mais perigoso é das 6h30 às 7h30, quando as empregadas domésticas dirigem-se para o trabalho em vários bairros da Zona Sul. Para encurtar o trajeto, muitas domésticas que moram em Agudos e descem do ônibus na Rondon passam pela Vila Aviação. Algumas que moram em Bauru também usam a passagem, por estrada de terra, existente atrás da pista do aeroporto.

A vítima de ontem, uma moça de 25 anos, que teve seu nome preservado para evitar constrangimento, desembarcou de um ônibus, oriundo de Agudos, na rodovia Marechal Rondon, altura da Vila Aviação. Quando caminhava com destino ao seu serviço foi agarrada e arrastada para um matagal.

O agressor consumou o estupro e ainda fez a vítima permanecer no local por alguns minutos, sob ameaça de matá-la. A Vila Aviação, que fica atrás da pista do aeroporto, é um bairro com poucas casas e muitos terrenos baldios com mato alto, o que facilita a ação do estuprador.

Depois de algum tempo, a mulher saiu do matagal e acionou a polícia. Ela foi atendida e encaminhada à Maternidade Santa Isabel, segundo informou a delegada Rejani Borro Tiritan, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). “Temos uma equipe para dar atendimento a vítimas de violência sexual. No exame de corpo de delito constatou-se que o estupro foi consumado”, conta.

A empregada doméstica recebeu atendimento psicológico e físico, de acordo com Rejani. “Desde outubro que temos um programa especial de atendimento. As vítimas recebem coquetel antiaids, pílula do dia seguinte (para evitar possível gravidez) e atendimento psicológico”, conta.

Esse foi o segundo caso de estupro registrado na mesma região nos últimos meses. A DDM tem pistas do estuprador, que deve ser preso nos próximos dias. Pela descrição feita pelas vítimas, Rejani suspeita que os dois crimes tenham sido cometidos pelo mesmo homem.