08 de julho de 2026
Geral

MST pede ajuda à Câmara para negociar com Incra

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

O grupo de sem-terra que está em Bauru desde a semana passada assistiu à sessão da Câmara Municipal de ontem e pediu ajuda para negociar com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Ainda ontem, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara enviou ofício ao superintendente do Incra, Geraldo Leite, pedindo a presença de um representante do órgão em Bauru para conversar com os sem-terra.

Apesar de afirmar que vão acampar em Bauru, até o início da noite de ontem os sem-terra continuavam alojados nos sindicatos dos Bancários e Metalúrgicos. Ângelo Diogo Zanin, integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), reafirma que os sem-terra - cerca de 250 pessoas, segundo o movimento - vão acampar em uma área do perímetro urbano.

Os sem-terra querem o assentamento de famílias já cadastradas que estão nos acampamentos de Dandara e Argentina Maria (região de Promissão) e Laodeonor de Souza (fazenda Santo Antônio, em Piratininga). Ontem, o Incra enviou ao MST a resposta à pauta de reivindicação, informando que estuda o assentamento das famílias dos acampamentos de Dandara e Argentina Maria dentro de suas possibilidades. Também informa que já emitiu o título de posse da fazenda Santo Antônio, faltando agora a elaboração do plano de desenvolvimento do assentamento e liberação de créditos.

Mas Zanin diz que as respostas não satisfazem os sem-terra. “A resposta do Incra é a mesma dada há um ano. Eles dizem que vão fazer o assentamento, mas o problema é que a área desapropriada não comporta todas as famílias. Nós queremos uma alternativa e por isso convocamos o Incra para uma reunião aqui em Bauru”, explica.

O Incra também informa que já emitiu título de posse da fazenda Pasto do Planalto, em Guarantã, outra reivindicação do MST. De acordo com o Incra, falta agora a elaboração do plano de desenvolvimento do assentamento e assegurar crédito para o projeto. Sobre a fazenda Pasto do Zinco, que o MST também cobra agilidade no processo de desapropriação, o Incra informa que aguarda decisão do Supremo Tribunal de Justiça para uma liminar impetrada pelos donos da fazenda.